
segunda-feira, dezembro 24, 2007

segunda-feira, setembro 24, 2007
sábado, agosto 18, 2007

VOLTA
Enquanto o amor corre solto na aresta da boca
VOLTA
As imagens contendo histórias
VOLTA
Tenho que ir
VOLTA
Perde-se assim?
VOLTA
Na tessitura
VOLTA
Os dias passam demorados
VOLTA
Se queres espera sentes saber
VOLTA
Farei o impossível acordada
Luz deixa acesa
Não posso de outro modo porque quanto mais
Do
Que
Qualquer
Outra
Coisa
sexta-feira, agosto 03, 2007

Não é algo que me traz a segurança que conheço. Dilata a própria natureza esse eu-agora. As vezes causo medo, esse eu rodopia e me cerca. De repente outro eu toma a frente e me dissolve em possibilidades, fico em dúvida.


Jogou os passos em cima da mesa.
Destacou uma a uma roupas, idéias e normas.
E sem pressa se manteve em pé.
Não podia acreditar no próprio tamanho.
Desenrolando cada vértebra
uma descoberta de como ser.
Mas a possibilidade de ficar como se está,
se mostrava apetitosa.
Não sabia ao certo porque tinha que prosseguir.
Ou sentia.
Mas antes, sentir não era tão importante quanto saber.
Mas também não conhecia o saber genuíno que acontece
depois de já muito caminhar com esse corpo inteiro.
Sabia o que sabia de outros que também não sabiam o que era saber. Saber vai além do contar disse uma velha que nunca mais vi.
Vai além do dichavar disse um outro que também estava perdido.
E as vezes saber acontece durante o sono.
segunda-feira, julho 23, 2007
Diálogo com águia que canta
Agora não foi quando?
Agora!
Não foi quando esse agora?
Agora!
Quando?
Agora
E quando não foi?
Agora e já passou
sábado, julho 21, 2007
Onde por os pés?
Tinha ânsia em caminhar
mas não queria afundar na terra
Porque ficaria de fora de todo o resto
Fixar raízes é ocupar um espaço
Não queria ter uma direção
Sempre errava o caminho da casa
Tropeçava quando
perguntavam seu nome
Não queria ter um nome
a quem poderiam chamar
Se pudesse se dar um nome
seria indizível em qualquer língua
Um dia ouvia da avó que todas as raízes
não são inertes,as raízes disse avó
se encontram por baixo dos pés e
crescem para baixo e
não param de crescer
se você for de um pólo a outro
verá suas raízes se erguerem
em outros pés
Não se preocupe
Independente de você
seus pés seguem um destino
Me dê nesta morada o alimento
Me dê sem receio o reflexo da simplicidade
Me dê alegria nas vezes do não
Me dê cumplicidade com tudo o que pulsa
e se encontrar uma companhia
Que eu me saiba libertar
Que o conhecimento não me alucine
E que o olhar desse outro
encontre repouso
quarta-feira, julho 11, 2007

O sorriso difuso
Não tenho que manter
Uma palavra para tudo
Não tenho que manter
Uma verdade para aplacar o medo
Não tenho
Não tenho que manter a fachada limpa
Nem esconder o entulho
Não tenho que manter a mentira
Nem desviar os olhos
Não tenho que ser um exemplo
Não tenho que vestir o combinado
Nem andar calçada eu tenho
Nada mais tenho que me mantenha nos trilhos
Não tenho que manter um amor por pertencimento
Nem a família toda eu tenho
Eu tenho não o dia todo para fazer
Mas o segundo fugidio de cada hora eu tenho
Não resta muito daquilo tudo de eu então...
Desapliquei força
E sobraram os ossos,
intactos.
sábado, julho 07, 2007
segunda-feira, junho 25, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
...Overdoses...

Eu era as conversas passando, eu era os carros, era os edifícios em construção, eu era os pios, os chiados, eu era o casal que se beijava na praça, eu era o banco, era o cachorro magro, eu era cada susto, chance, pensamento, eu era cada respiração, queda, deslize, desejo, sensação, eu era a mentira, era a menina ávida por colo, eu era o olho d'água e também a folha seca, as gentes, tudo o que estava em cima eu era, era o horizonte, o sol eu era a lua que chegava devagar em formato de lasca de unha cortada, eu era os pontos, marcas, estrias na garganta, eu era o canteiro de maria sem vergonhas eu era essa voz , eu era a totalidade dos medos do mundo eu era o abrigo dos pobres, o umbigo cheio de remendo, era o molhado da chuva, o pé que arrasta o outro, eu era a margem, o pólo, era o cavalo, a casa, eu era palavra, o desencontro, o brilho do menino, era o longe, eu era as fases e o tempo do pulso eu era, era o meio fio, o desfiladeiro, era o sorriso da velha, eu era o que pedia, era quem desviava, era o homem baixo, o outro literário, uma outra esquiva, era todos esses dedos e também uma família toda eu era.
...pequenas doses...
sexta-feira, junho 15, 2007
...Overdoses...
Dois corpos podem ocupar um mesmo muro?
Que tamanhos, materiais,durabilidade podem ter?
Posso estar com um pé no muro e o outro no próximo passo?
terça-feira, junho 05, 2007
...pequenas doses...

Eu fiz o que podia, ouviu do marido,assim não dá.
Um dia, leu numa revista, seremos felizes.
Desligou.
segunda-feira, maio 21, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
...pequenas doses...
quinta-feira, maio 10, 2007
...pequenas doses...

Onde o olho corre o pensamento desvia
O fim desatou a andar
E viro seca na grafia
Represando com dedos
Enlaço a língua
Afogo peito
Garfo e a memória repulsa
Toda configuração deu pane
Atiro o rosto num vulto
Envelheço no canto das almofadas
Cerro a porta e caio pela janela
De baixo veio a resolução:
segunda-feira, maio 07, 2007
...Overdoses...

O tempo pode mais
pode acalmar o furacão da paixão
sacudir o corpo ansioso
e descobrir o véu da tal verdade
pode o tempo fazer secar as palavras
que não cairam bem
pode também brilhar os olhos por
uma lembrança viva
o tempo é um fio
que uma bruxa não cansa de desfiar
com calma e firmeza
desata os nós
Ou rompe fios perdidos
O tempo ...
guarda nossa morte
transforma as arquiteturas da vida
E os equilibrismos nesse fio...
Quem comanda?
O tempo
ruge e desperta quem ainda mole na dormência
faz um corpo se expandir e integra naturezas
marca um passo depois do outro
O tempo é aliado da solidão...
Aliás...
o tempo e a solidão
são amantes
quinta-feira, maio 03, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
...Overdoses...

O radar foi quebrado
E o farol nem quis saber de alumiar
De onde vem os passos que me guiam?
De certo, diriam os que sabem
De mim
De mim
A marcha contínua
O outro
Fisgo e já não sei
Era extensão eu?
Recolho linhas