Sexta-feira, Julho 10, 2009

Hoje
Nem palavras
Nem alguém para amar
Nada a salvaria
Nem era isso um drama
Era preciso se entregar
Mesmo sem saber como
Apenas soltar sem expectativas
aquilo que mais sabia ser
e doía pelo caminho o apego as coisas
isso incluía as gentes
Entregar pelo caminho para estar leve
não há como saber sem agir
apenas um movimento basta
Apenas Um



Segunda-feira, Março 09, 2009

Esse é o Agora
E tudo o que vive nele

conduz sem tempo à eternidade
Esse é o Agora
de cada dia
Sempre é Agora
Nunca deixará de Ser
Mesmo sem mim
Agora sou Eu


Quarta-feira, Novembro 19, 2008

E pensou:
O que pensamos que somos não é o que de fato somos
Somos quando não pensamos que podemos ser
mas quando o ser vai além do simples pensar

Olha a tua volta
Nada reduz o divino
Sê mais de perto
Aquilo tentado em sonhos
Quando teu olho mirar
Sem procurar nada
A única coisa que te lembrarás
É que a noite escura anseia a luz do dia,
E o dia em segredo
Deita-se Confiante
nos braços de sua amada

Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Eu sempre esperei
Esperei até tarde ele
Um outro
Às vezes fazia sol
Outros nem tanto
Ele outros
Eus tantos
Às vezes partia de mim o fim
Esperei dizer sim
Esperei dizer não
Esperei procurar
Esperei até cheia demais de falar
Esperei experimentar vários ao mesmo tempo
Quem sabe assim todos juntos?
Esperei dar certo
Quando a casa começou a ser montada
Esperei me aconchegar num ninho bem quentinho
Quem sabe agora assim bem juntinho
Esperei e avancei faminta numa cama americana
As molas meu Deus nunca esqueço das molas
Esperei acordar ser acordada
Café todas as manhãs
leite miolo francês
flores pão da manhã
na manteiga azul fresquinho
Eu mergulhando naquele olhar
Estalando meu quadril por baixo da redonda mesa
Enquanto eu nem sabia pra onde eu desviava
Esperei teu consentimento pra ir embora
Esperei até que tudo estragasse de tanto doer
Esperei ter a segurança
Esperei teu ajoelhar em público
Estrangular meu dedo com anel de puro ouro
Tipo brega pedindo minha mão
Esperei por coisas que nem era eu que esperava
Esperei como a Mãe da Mãe da Mãe da Mãe da minha Mãe
Esperei num choro de criança enquanto teu carro arrancava
Deitei numa sala decorando o lugar da porta aberta
Esperei
Pelo homem
Esperei quando o homem chegou
Esperei e já reclamando ameaçando revirando e acusando
Disse coisas que não se dizem
Como posso pedir pra respirar?
Como posso pedir tempo?
Quem se sufoca por livre e espontânea vontade?
Esperei
Pelo homem
Tipo Pai
Tipo aqueles que tem barba meio rala num rosto mapeado de vinco
Que se afastam quando ouvem eu te amo
Esperei por qualquer um
Esperei que o outro me amasse como eu queria que ele me amasse
Esperei que houvesse um tempo certo de ser feliz
Esperei que as coisas fossem diferentes
Esperei em cada amante o grande amor
Esperei quando tudo ia acabando
Esperei enquanto os nomes mudavam
Voulei, Volnei, volmar, foram os 3 primeiros, irmãos até,
Regis o metaleiro, Edir o historiador, Adelar o fuzileiro, tem o lizandro signo de touro, Paulo o ardento,
Felipe o dos olhos azuis de doer, Italo o jornalista que achou a minha virgindade, já que eu perdi com ele, André que gostava de pintar os lábios com a minha boca, Luciano que fazia de tudo,Tem o Josencler Luiz que morava na castro Alves, bem do meu ladinho na José de Alencar, tem o maestro, tem o deputado, tem a katiucia,tem aquele menino lindo tipo índio norte americano,
tem o espanhol, ai ....tem o peruano, tem o chileno, tem o francês, tem o índigo, tem o xamâ, tem o chinês,tem o lituano,tem o distraído, tem o africano, tem o dinamarquês, tem o argentino, tem o da Bahia, tem o do ceará, tem o do juquitinhonha, tem o de Porto Alegre, tem o halterofilista, tem o pára-quedista,
tem o da academia, tem o do cinema, tem os casados -comprometidos, tem o do aikido, tem o do táxi, tem o do metrô, tem o do coreto da praçaTamandaré,tem aqueles dois ao mesmo tempo, tem o baterista,tem o do trânsito, tem o platônico, tem o romântico, tem o de esquerda, tem o de cima do prédio,
tem o do ônibus , tem aquele que esqueci o nome... Um atrás do outro
Um atrás do outro
Um outro atrás um atrás outro
Outro um atrás
Um do outro atrás
Um outro do outro do outro do outro outro outro outro outro
um atrás do outro um atrás

Um

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Do simples

Gesto

Recebo

Grão

Palavra

Do simples

Silencio

Vejo

Alimento

Afeto

Do simples

Toque

Coração

Teu riso

ponto

Do simples

Dôo

Mergulho

Encontro

Passo

Do simples

Fogo

Não

Amanheço

Morte

Do simples

Respirar

Vento

Começo

Cinema

Do simples

Dia a dia

Olho no olho

Toma lá da cá

Dente por dente

Do simples

Beijo

Cuidado

Lembro

Sorriso

Do simples

Expresso

Mar

Encanto

Feriado

Do simples

Agora

Perdoar

Deixo

Fácil

Do simples

Horas

Desfecho

Gato na varanda

Abraço

Do simples

Pai

Sim

Terra

Confiar

Do simples

Bater de asas

Iluminar

Repartir

Sol

Do simples

Adeus

Reconheço

Transformo

Vida

Do simples

Tempo

Desenho

Acorde

Do simples

Chamado

Faz de conta

Amigo

Ser

Do simples

Caminho

Repouso

Choro

Pássaro

Do simples

Canteiro

Dar mãos

Universo

Semente

Do simples

Espaço

Tecido

Verdade

Luar

Do simples

Entrego

Ritmo

Corpo

Dança

Do simples

Destino

Sentido

Escuro

Invisível

Do simples

Brinco

Presente

Sustento

Centro

Do simples

Amor

Entendo

Sinto

Latido

Do simples

Tudo

Vazio

Escuro

Resumo

Do simples

Chuvisco

Abertura

Verdade

Caminho

Do simples

Nada

Mais

Do

Que

Isso

Que puta medo de abrir mão
e Não ter
Onde segurar

Segunda-feira, Julho 28, 2008


Domingo, Julho 13, 2008

Velhos caminhos
Meninos passos

Diz que é pro meu bem

Por que pareço estar errando feio

...

Diz que é pro meu bem o fim

Diz que é pro meu bem saber, sentir, ser

Diz que é pro bem essa revolução
Pro meu bem essa doença
Esse desencantamento sem origem
Pro meu bem um novo caminho ainda escuro
E a insegurança
Pro meu bem essa pequena delicadeza
Pro meu bem tanto a fazer
Pro meu bem essa dor de herança

Pro meu bem me diz

Amor essa escolha é só minha
Diz que é pro meu bem que nada se define
Diz que é pro meu bem você indo embora
Esse desapego é pro bem
Pro meu bem essa angústia afundando o peito
E a respiração curta
Pro bem essas lágrimas no papel

E o conflito de saber e continuar fazendo
Pro meu bem que se fez esse dia inteirinho de sol

E não vejo nada além de sombras
Pro meu bem que os amigos resistem
E essa lucidez nas madrugadas
Pro meu bem descansar calando a boca

Pro meu bem que um dia de noite você disse:

Vai e fui e foi
Pro meu bem fiquei invisível

Discreta nos cantos

Pro meu bem agora não
Pro meu bem de repente parar tudo

Assim!

E desapontar previsões
Pro meu bem subir e descer

Pro meu bem o insulto e a queda
Pro meu bem não ter o que ter
Pro meu bem esse enfrentamento
Pro meu bem não ter aonde ir
Pro meu bem às vezes engasgar, desbotar
Pro meu bem aceitar e não atacar
Pro meu bem tantas escuras sintonias
Pro meu bem me diz amor só isso
Que o amor é o recheio das coisas
Que doem tanto
Que o bem é resistir à vontade de acumular mágoas
Resistir ao medo
Diz que o bem nunca me abandonou
Diz assim em voz alta
Em alta voz para que eu encoraje o coração
Para que em tua boca
Eu ganhe vida mais uma vez

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008


Claridade ou
encontrar extraindo


O que eu te digo equivale
A circulação
Mapa do dentro
Ao destino
Rio Celeste braço-de-mar
A curvatura e a torção
Tamanho invisível
Corpo curso intenso da pessoa
Dimensão inconstante
O que te digo adentra, une e ramifica
Desenrola a imagem no fio da palavra
Ingresso de jornadas
Fonte da existência
Desvenda tudo o que desperta,
recorda e faz soar
Ao impulso eu te digo
Amor
E te lanço anos de claridade
A ligação se faz aqui
De veios silenciosos
Estranhamento e similaridade
Tua expressão avança
No dorso de um animal
No suspiro da Mãe
Na temperança do Pai
Na descoberta do filho
No esperar paciente do ancião
Raios, legiões armados de flores
despencam das tuas encostas
Mutável segue teu instinto
Por vezes rasga e sobressai o titã
Aquele que não tem nome
A quem se faz preces de apaziguamento
o curumim- bicho- homem atlante
paira diante do solar de linhas eternas
Equilibrismos na linha tecida por tantos
Segredo dos antigos das estrelas
Amante corpo de minha alma
Anima Animus animales
alastra tua passagem
Nas mãos
Dança do sempre
Ao dócil olhar do ferino
Destreza de um saber
A origem
Dois olhos separados choram
Um em cada tempo
Ato de inundar
Sem medidas o louco guia o abismo
E se derrama em terra o que alenta o colo
E arde poros derretendo geleiras
raiar de auroras
Fogo reascendendo minha espécie
Forma a real efígie do querer
Cicatriza meus olhos amor
Para que eu possa ver
O que eu te digo
atravessa minhas camadas
Um eu
De um tu
Que pode um dia olvidar...
E abafando pode perder prumo,
penetração, graça
O que eu te digo é diminuto
e pode ser dito aqui
A parte incorpórea
Ofereço-te
Coluna do espiritual
Vem
Ao transito lento
Amor
Sem distrações
Nem desvios
E se um dia reencontrares essas notas
dispostas num varal
ao vento
Toca de leve nesse tecido
Um leve ruflar de asas
O que eu te digo agora é uma serenata
Ouve:

Terça-feira, Janeiro 08, 2008

Sem pata ou passo

Um grande giro em 13 luas
E o ser já renascido de tanto
De quatro se pôs a andar

Só vivia de terra
Não tinha ares de santo
Adaptou desconjunturas e
Desentortando ossos

Foi parar nas copas
Pata a passo
Queda
Passo a pata

Passo a passo

Independendo da situação

O ir continua
Pata a pata
Passo a passo é mais passo do que pata
Pata ou passo?
Ainda há chance...
Passo
civilizando o animal

Malabarismos para esconder os rastros

Asfaltaram tudo pelo caminho

Para além dessa matéria horizontal
Existem os arcanos
É preciso ser vertizontal
A jornada adquiriu planos
Tocar além dos olhos
Provar diferentes tons
Palavrear de águas um corpo
Tecer histórias de si em mi
Recordar maior sonhando
Tudo não cabe nesse tanto!
Horror de ser passo
Correu para longe
Sem agilidade de pata corria
Corria sem companhia de terra
Sem cabeça de bicho corria
Corria sem proteção de pele corria
Sem grito comum Corria
Corria sem chamado de outros
Corria entre metrópoles
Ponte corria
Casa corria
Família toda corria
A tona Corria Amares
Nome corria validade
Futuro corria Sonho
Deus corria Corpo
Dias corria

Outro corria Abismo
Frágil corria
de gravata e olhos afastados
Na ponta dos pés
Salto fino corria boca morna
Sem cauda ou pelo aparente
Esqueceu do nome do nome do nome

do nome do nome do nome
do no me do no me do nomedo

do nome nomedo
donome donomedo...
Transformava bicho no ilusório
Amor na falta
Corpo na necessidade
Compulsão no real
Separação no certo
Cadê o fruto original?

...
Não te recolhe na velha casa desolada
Estica a mão
assim
Não te demores
entra
um passo
mantém
há outro
Vê o intervalo?
livra o vôo
Agüenta ser asa
Sem patear ser passo

Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

Viva
Vivo
Vi
vendo
Espanto por esses dias
E o que mais?
Não há.
Encontrar é dentro
Vive e aprende voar
Com um corpo todo em chamas
Um corpo livre arrebenta o casulo
Dói se metamorfosear por aí
toda transformação da matéria
implica no deixar ir
Faz parte para o todo
Deixemos então meu amigo
o aberto na palavra
para não represar o sagrado
o aberto do espírito
para relembrar o mapa no caminho
Já estamos nele
o tempo
o todo
é sim
esse momento de tanto
num simples
agora.

Domingo, Novembro 25, 2007

Por aqui onde sinto você está
Por aqui onde tateio encontro sinais do amor
Por aqui eu te digo sem esperar
É bom gostar sendo-me

Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Vem rasgando uma roupagem de invernos pesados...
Vem que não existe terra árida porque seu
fundo jorra aos céus...
Vem que em tua presença meu divino se manifesta...
Vem que na melodia do teu peito embalo minha criança...
Vem que somente na diferença faz-se luz...
Vem trilhar esse espaço do infinito sem o colapso do medo...
Vem que meu vermelho do dentro só
pode desaguar em veias compatíveis...

Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Palavra
Essa unidade da criação divina
Uma vez dita
Ecoa em voltas

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Eu não sou?
Você sempre deixa de ser
Então... eu não é?

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Estamos a sós...
Nós relembrando eus
ou eus desatando nós?

Sábado, Agosto 18, 2007

Mas o ter que ir...
VOLTA
Enquanto o amor corre solto na aresta da boca
VOLTA
As imagens contendo histórias
VOLTA
Tenho que ir
VOLTA
Perde-se assim?
VOLTA
Na tessitura
VOLTA
Em torno de mim
VOLTA
Os dias passam demorados
VOLTA
Existimos agora
VOLTA
Se queres espera sentes saber
VOLTA
Meu sentir inunda os olhos
VOLTA
Recordamos calados
VOLTA
O fim será o mesmo?
VOLTA
Claro que eu te escuto me escuto
VOLTA
Farei o impossível acordada
VOLTA
Luz deixa acesa
VOLTA
Inclino o corpo assim
VOLTA
A névoa cobrindo um corpo de palavras
VOLTA
Não posso de outro modo porque quanto mais
eu te afasto mais eu te quero
Mais
Do
Que
Qualquer
Outra
Coisa
Esse pessoal que se conhece de repente
Se lhe tiram o sorriso
Apertam o passo

Sexta-feira, Agosto 03, 2007

Tudo parece modificado.
Não é algo que me traz a segurança que conheço. Dilata a própria natureza esse eu-agora. As vezes causo medo, esse eu rodopia e me cerca. De repente outro eu toma a frente e me dissolve em possibilidades, fico em dúvida.
Eu devia procurar a matriz desses eus?
Já encontrei uma ou duas vezes esse eu-matriz,
que sempre diz:
"quando estiver pronto encontrará o que você quer no momento do seu querer, fortaleça a sua coragem arriscando não dar certo na vida, arriscando não ser amado, volte para dentro sem suas verdades.
Na maioria das vezes eu só quero sentir uma respiração que não seja a minha.Quero desabar sem dor. Encostar minha cabeça no solo e silenciar durante os invernos. Quero poder ser a qualquer hora do dia. Quero ainda, extrair dos beijos o aperto de mão, dos corpos a minha casa, das memórias as gargalhadas, quero partilhar o alimento d'alma, doar abraços, desapegar dos vícios, das necessidades e também dos quereres quero me livrar. Busco o tempo de estar toda aqui, e se não der tempo para fazer oque imaginei ... o que posso fazer? Deixo ir.
Liberdade é o passo a passo para uma nova entrada no mundo,é a visão do recheio do amor, e é também a morada dos loucos.
Sem saber subverteu a ordem.
Jogou os passos em cima da mesa.
Destacou uma a uma roupas, idéias e normas.
E sem pressa se manteve em pé.
Não podia acreditar no próprio tamanho.

Desenrolando cada vértebra

uma descoberta de como ser.

Mas a possibilidade de ficar como se está,

se mostrava apetitosa.

Não sabia ao certo porque tinha que prosseguir.

Ou sentia.

Mas antes, sentir não era tão importante quanto saber.

Mas também não conhecia o saber genuíno que acontece

depois de já muito caminhar com esse corpo inteiro.
Sabia o que sabia de outros que também não sabiam o que era saber. Saber vai além do contar disse uma velha que nunca mais vi.

Vai além do dichavar disse um outro que também estava perdido.

E as vezes saber acontece durante o sono.

Segunda-feira, Julho 23, 2007

Diálogo com águia que canta

Quando é que não foi quando?
Agora!
Agora não foi quando?
Agora!
Não foi quando esse agora?
Agora!
Quando?
Agora
E quando não foi?
Agora e já passou
A mãe humana fareja a casa
sempre que afina a pele
de uma escuta do vi ver
Gosto do pedaço da parte
que não quer se mostrar
Eu disse mesmo
Às vezes é preciso assumir em público que não dá!

A compulsão pelo perfeito causa de imediato
o enferrujar do belo

Sábado, Julho 21, 2007

Onde por os pés?
Tinha ânsia em caminhar

mas não queria afundar na terra
Porque ficaria de fora de todo o resto
Fixar raízes é ocupar um espaço
Não queria ter uma direção
Sempre errava o caminho da casa
Tropeçava quando

perguntavam seu nome
Não queria ter um nome

a quem poderiam chamar
Se pudesse se dar um nome

seria indizível em qualquer língua
Um dia ouvia da avó que todas as raízes

não são inertes,as raízes disse avó

se encontram por baixo dos pés e

crescem para baixo e

não param de crescer

se você for de um pólo a outro

verá suas raízes se erguerem

em outros pés
Não se preocupe
Independente de você

seus pés seguem um destino

Amor fica tudo
de tudo
pra tudo com tudo
se tudo couber em tudo
Nada mais
que tudo
Que eu como resposta
Me dê coragem de nutrir os pés no solo
Me dê suave o ensino dos abraços
Me dê como alma um ser alado
Me dê nesta morada o alimento
Me dê sem receio o reflexo da simplicidade
Me dê alegria nas vezes do não
Me dê cumplicidade com tudo o que pulsa
e se encontrar uma companhia
Que eu me saiba libertar
Que o conhecimento não me alucine
E que o olhar desse outro
encontre repouso

Quarta-feira, Julho 11, 2007

Nada mais tenho que manter
O sorriso difuso
Não tenho que manter
Uma palavra para tudo
Não tenho que manter
Uma verdade para aplacar o medo
Não tenho
Não tenho que manter a fachada limpa
Nem esconder o entulho
Não tenho que manter a mentira
Nem desviar os olhos
Não tenho que ser um exemplo
Não tenho que vestir o combinado
Nem andar calçada eu tenho
Nada mais tenho que me mantenha nos trilhos
Não tenho que manter um amor por pertencimento
Nem a família toda eu tenho
Eu tenho não o dia todo para fazer
Mas o segundo fugidio de cada hora eu tenho
Não resta muito daquilo tudo de eu então...
Desapliquei força
E sobraram os ossos,

intactos.

Sábado, Julho 07, 2007

Não vou
Deixo vir

Sinto
e sem querer
amanheço de estrelas

...pequenas doses...

Estava lá
Mesmo quando não viu
Estava só e não era uma

Segunda-feira, Junho 25, 2007

...pequenas doses...

Nos esforçamos tanto na busca
de um outro alguém
enquanto a casa-eu permanece vazia

...pequenas doses...

Não pense demais que tudo esfria

Quarta-feira, Junho 20, 2007

...pequenas doses...

Se você chegou
o espaço prossegue em branco

...pequenas doses...

Pego carona na tua avidez e emprenho
nessa tarde de junho cheia de vontade de nascer

...Overdoses...

Quando eu pousei meus olhos na terra eu era a terra.
Eu era as conversas passando, eu era os carros, era os edifícios em construção, eu era os pios, os chiados, eu era o casal que se beijava na praça, eu era o banco, era o cachorro magro, eu era cada susto, chance, pensamento, eu era cada respiração, queda, deslize, desejo, sensação, eu era a mentira, era a menina ávida por colo, eu era o olho d'água e também a folha seca, as gentes, tudo o que estava em cima eu era, era o horizonte, o sol eu era a lua que chegava devagar em formato de lasca de unha cortada, eu era os pontos, marcas, estrias na garganta, eu era o canteiro de maria sem vergonhas eu era essa voz , eu era a totalidade dos medos do mundo eu era o abrigo dos pobres, o umbigo cheio de remendo, era o molhado da chuva, o pé que arrasta o outro, eu era a margem, o pólo, era o cavalo, a casa, eu era palavra, o desencontro, o brilho do menino, era o longe, eu era as fases e o tempo do pulso eu era, era o meio fio, o desfiladeiro, era o sorriso da velha, eu era o que pedia, era quem desviava, era o homem baixo, o outro literário, uma outra esquiva, era todos esses dedos e também uma família toda eu era.

...pequenas doses...

Se você olhar fundo em mim e
ultrapassar a primeira barreira,
que sou eu,
verá que dentro existe o espaço
que cabe exatamente o outro ,
que é você.

Sexta-feira, Junho 15, 2007

...Overdoses...

Perguntar traz angustia.
Responder traz dúvida.
Calar é quase uma utopia.
Silenciar só para uns poucos que já tentaram de tudo.
Quem responde traz novas perguntas e
essa fome deixa o pensamento obeso.
É melhor o meio termo.
Respondo e tomo um susto.
Não era do tipo que ficava
tomando sol em cima do muro.
Mas por esses dias pensei :
E porque não?
Ficar em cima do muro pode trazer
uma vista panorâmica dos lados.
É possível constituir família em cima do muro?
Os muros são assim, personalizados?
Dois corpos podem ocupar um mesmo muro?
Será que é possível ainda resgatar
alguém de cima de algum muro que está por desabar?
Que tamanhos, materiais,durabilidade podem ter?
Posso estar com um pé no muro e o outro no próximo passo?

Terça-feira, Junho 05, 2007

...pequenas doses...

A minha fala exedeu
e dispenso conselhos de um futuro
Por um momento
só aguardava
o sinal abrir

...pequenas doses...

Sem o desejo
Perco ramos de um jardim todo

...pequenas doses...

Se me amarem, ouviu da Mãe, já estou no lucro.
Filha, ouviu da avó, faz de conta e tudo fica melhor.
Não resta nada, ouviu do Pai, por isso vou embora.
Eu fiz o que podia, ouviu do marido,assim não dá.
Um dia, leu numa revista, seremos felizes.
O tempo, ouviu do rádio,
prevê precipitações em todo o território.
Desligou.

...pequenas doses...

Quem quiser colher
agora é tempo d'eu

...pequenas doses...

Aprendi a me desenvolver no escuro
desde a fase fetal

...pequenas doses...

E agora que eu não tenho em quem pensar
Pra onde pensarei?

Segunda-feira, Maio 21, 2007

...pequenas doses...

Quando mudo
tudo silencia


Sexta-feira, Maio 18, 2007

...pequenas doses...

Vide eu Bula

...pequenas doses...

Existe alguma pesquisa que revele
alguma probabilidade
de no fim tudo sair bem?

...pequenas doses...

Abundo quando me permitem o relaxamento

Segunda-feira, Maio 14, 2007

...pequenas doses...

É o que me ocorre agora:
Morto ou vivo todos deitam.
A morte já ocupou todos os dias dos meses de todos os anos?
Qual dia? de que mês serei contemplada?
E por quantas e quantas vezes vou passar em branco?
Até agora já me safei exatamente 29 vezes

Quinta-feira, Maio 10, 2007

...pequenas doses...

Vou partir e não importa as quebras
Onde o olho corre o pensamento desvia
O fim desatou a andar
E viro seca na grafia
Represando com dedos
Enlaço a língua
Afogo peito
Garfo e a memória repulsa
Toda configuração deu pane
Atiro o rosto num vulto
Envelheço no canto das almofadas
Cerro a porta e caio pela janela
De baixo veio a resolução:

Não houve retrospectiva em um segundo

Segunda-feira, Maio 07, 2007

...Overdoses...

O tempo nos dá a medida do sentir
O tempo pode mais
pode acalmar o furacão da paixão

sacudir o corpo ansioso
e descobrir o véu da tal verdade
pode o tempo fazer secar as palavras

que não cairam bem
pode também brilhar os olhos por

uma lembrança viva
o tempo é um fio

que uma bruxa não cansa de desfiar
com calma e firmeza
desata os nós

Ou rompe fios perdidos
O tempo ...
guarda nossa morte
transforma as arquiteturas da vida
E os equilibrismos nesse fio...
Quem comanda?
O tempo
ruge e desperta quem ainda mole na dormência
faz um corpo se expandir e integra naturezas
marca um passo depois do outro
O tempo é aliado da solidão...
Aliás...
o tempo e a solidão
são amantes

Quinta-feira, Maio 03, 2007

...pequenas doses...

DESEJO ME ALFABETIZAR ALÉM
DO SIM E NÃO

Segunda-feira, Abril 23, 2007

...Overdoses...

Não sei mais contar
O radar foi quebrado
E o farol nem quis saber de alumiar
De onde vem os passos que me guiam?
De certo, diriam os que sabem
De mim
Desacelero porque falta rumo
É o melhor
De mim
A marcha contínua
Independe do onde
Levei na cara o reflexo bem feito
O outro
Fisgo e já não sei
Era extensão eu?
Recolho linhas
E chorar cristalizou o estado das coisas

Segunda-feira, Abril 16, 2007

...pequenas doses...

SENTIR

A depiladora comentou satisfeita:
Menina cê
tá ficando cada vez mais insensível!

...pequenas doses...

PERSISTIR
Aqui não deu...
Mais ali tampouco...
Forcei a barra
E fiquei idiota

...pequenas doses...

RECEITA
Sabedora eu elaborei cada ingrediente
Mas a mistura
adulterou os viventes

...pequenas doses...

VER
Se me falta um eu tenho outro
Se me falta outro
eu fico cega

...pequenas doses...

VERDADE
Eu não me afasto para que você
não veja o tamanho da cauda

...pequenas doses...

ACORDO
A gente se envolve
Depois se desenvolve

Sábado, Abril 14, 2007

...pequenas doses...

ENCONTRO
Eu sempre tenho uma palavra na língua
Aí reside a dificuldade do beijo

...pequenas doses...

TEMPERAMENTO
Eu não estou reclamando!
Eu só quero colocar o meu ponto
na sua vista

...pequenas doses...

SINCERIDADE
Perguntei entre uma garfada e outra:
Você quer me comer não é?!
Engasgou e sumiu no banheiro

...pequenas doses...


ABREVIANDO

No alto da montanha no Himalaia...

Um dedo aponta
O pico neva
O galho quebra
e o dedo vai embora

...pequenas doses...

Este é um jogo secreto
Digo o que quero dizer-te
e para que escutes ajusto o semblante
retirando da testa o ar das convicções
As mãos desenham
gestos mínimos
Esculpo no ar o desejo de seguir em tua pele
Por vezes toco o teu ombro
e tenho uma confirmação
Teus contornos me dizem respeito

Quinta-feira, Abril 12, 2007

...Overdoses...

Vou falar a maldita verdade!
Eu sou egoísta, humanóide,
de matéria então materialista,
de per capita sanguessuga parasitária,
fina flor carnívora , partícula sem peso ,
gota que se nega a entrar no mar,
vaso ruim, descartável ,
enfeite meio mofado em cima da estante,
arte barata,
intransigente,
pseudo-simpática-indiferente.
Se eu fosse juntar todo o quebra-cabeça
descobriria a imagem que me forma,
Mas algumas peças se perderam durante
a migração pelo estreito de bering...
Fazia frio e eu não quis nem saber...

...Overdoses...

E sei digo que sei que sei sei!
Quero parar o motor da essência
Calar a boca do mistério
Enfiar a ponta da língua no olho alheio
Entupir o ralo com pele morta
E afundar sem licença poética
Destravando a coleira e
delicadamente
num estilo bem-criada
Rosnar como toda boa moça faz
Não me interessa o silêncio
Quero o mano a mano das idéias
Sem piedade para a atenção excessiva
A pretensão de proteger o outro
Como recheio da carência
E seguir esvaziando a casa
Família vende tudo
Retirar as bóias que impedem o afundar
Sacudir da cabeça os piolhos libertários
do ideal a fazer em crise do não saber
Do que engolir para desinchar
Da terapia de ponta
Calmante natural mente
É muita coisa sem osso
Difícil fica identificar o que travou
Mas tenho todos ao meu lado
Especificamente na prateleira
Muitos somente guardam o pó
Numa existencial dificuldade
o melhor a fazer
é pintar com aquarela
"Vou vivendo"
é um termo de uso costumeiro,
pratico a arte do vou vivendo,
às vezes vôo vive vendo,
mas são raras as decolagens sem que eu
perceba que não tenho onde ir
e mude brusca a direção
em trânsito lento rumo terra

Quinta-feira, Abril 05, 2007

...pequenas doses...

Eu gosto muito de ter
vida privada
Descarrego-me toda
aliviando substâncias

Terça-feira, Abril 03, 2007

...pequenas doses...

Vamos negociar!
ok?

Eu barganho mais um dia com você

e em troca você terá mais um dia comigo

No total são dois.


...pequenas doses...

Os caninos são os

cachorros da boca?

...pequenas doses...

Eu tinha que dar uma resposta
sem pensar muito
então eu disse: UVAS!
Admiro os frutos que se dão bem
num único galho

...pequenas doses...

Até voltar o pulso
eu não vou cortar

Terça-feira, Março 27, 2007

...Overdoses...


Querido Náufrago,

Ainda é cedo para se recolher.

O que se aproxima agora, deixa vir.

Seria mesmo um grande absurdo

dizer que você... de fato, não existe?

Que espécie de você eu venho criando?

Colabore comigo, me dê uma pista

de que eu não estou só

Exercito-me diariamente

experimentando encaixar no alfabeto

o milagre da palavra,

faço práticas esotéricas

com temperos variados,

já não como corações,

nem mesmo de galinhas...

Venho tentando discernimento

nas horas vagas e

devagar descobrir se tudo o que me cerca

em que medida é fato, ficção ou coisa nenhuma

Afinal...

como integramos um amor pelo outro

na continuação do amor por tudo?

Tem uma potência dentro que diminuímos

por medo de perder o que intentamos juntos

Depois que eu ir...

Não nade atrás de mim

Você não achará o fundo

porque nessa jornada,

o que caminha sobre a terra

mergulhará apenas em si

...pequenas doses...

Eu voltei nesse corpo
Agora sei
Nem me reconheço mais
Intuia voltar total bicho
ou qualquer coisa sem tanto movimento
Recordo do vôo livre
e os porquês escapam duvidosos
Descoordenados os braços não planaram
virtuosos como nos ensaios
E passei do concreto da avenida
para a terra fofa sem sol

Quinta-feira, Março 22, 2007

...Overdoses...


É assim...
não é?
Escapamos pelas frestas
Desviamos pela verdade

Recebo os espaços e espasmos

Num código ainda indecifrável

Uma conduta

Preciso urgente de uma cartilha...

Para conduzir arfante o peito

para o próximo pequeno passo
e sim...

Devagar me acostumar com a medida do seguinte

Tento ainda formular nesse inventário

um método sem esforço

Tornar palatável a secura do espinho
Desculpe qualquer coisa é vasto demais...
Reduzir é a fuga do caminho ordinário

E se me abro toda em conteúdo

Desequilibro

A queda ultrapassou o plano

Destampei os olhos e
agora não sei

o que fazer

com a coisa toda exposta

Quarta-feira, Março 21, 2007

...Overdoses...

Me acorde coração...
Que no pulso dessa hora
Eu não cerre os punhos
Não degole à primeira vista
Efígie num reflexo do sem querer
Que eu não comprima
o corpo assim...
Buscando em mim
ecos do já vivido
Desperta profundeza
Que dentro da carcaça
Eu resolva agir no ritmo da vida
Nem tão precário respiro esburacado
Que estrada é essa grande coração?
Que me remôo fazendo das dores
O refúgio do não
Que sempre e durante e
há muito tempo eu iludo...
E tudo continua
No pulso
Mesmo lugar da quietude
Encontro vazio de mim
Arquétipos em liquidação
E tudo tudo tudo ...
menos isso...
Isso me traz até aqui
“Isso” é o que eu renego
Descobrir que durante o amor
Eu exigi recompensa

Segunda-feira, Março 19, 2007

...Overdoses...

Em oposição à perfeição do
ser que eu poderia idealizar
Em contraste absoluto com a
matéria que me compõe
Porque tenho uma validade
Digo aleluia!
Que se rompam todas as intelectualizações
a cerca do bem e do mal
Do que é tão certo a fazer
Aleluia que é alegria
Nada mais que isso...
Júbilo
Densidade em fluxo luminoso
vitalidade e desejo
contentamento
que até agora usamos apenas
para afirmar um ponto de vista
Que agora seja a grande hora da transformação
E que os pontos sirvam apenas
para destacar as páginas mortas...

...pequenas doses...

A obra que acontece dentro
de qualquer homem
provoca a natureza do invisível

Quinta-feira, Março 15, 2007

...pequenas doses...

Uma metade toda humana
e a outra só estranheza...

...Overdoses...

O que vejo agora
É o fundo do sentir
Lá onde nunca arrisquei perder
Lá construí essa morada
Fixei pés
Levantei a espada durante as invasões
Conquistei o território todo
E sentei-me no trono
vencedor
do que era tudo tão meu
Uma autoridade que não pode
ser limitada por nenhum outro poder

E tem a sua disposição

os corações mais distintos

Não,não poderia sofrer
restrições de nenhum tipo!
A paisagem de lá
desse fundo
eu mesmo arquitetei
durante anos a fio a ferro a fogo
As memórias todas
Demarcariam o meu
impiedoso reinado
De lá do fundo eu cresci
imaginado que tudo era isso
...mas de repente
nada do que era o eu supremo
me disse respeito...
Parecia a vida de outro
sem fazer sentido continuar

toda aquela matança
Eu não sou o que eu conquisto
E tudo começou com essa dor
de não ter o que de melhor eu poderia dar...
Se foi melhor assim...
Agora é que eu não posso responder...

O melhor vem em qualquer tempo
isso eu sei
...
Ele partiu indo em direção ao seu melhor
Ela partida regressou do ter se lançado tanto
que nem o fundo agüentou o impacto
e rompeu-se espalhando
o de dentro dela
para todo o lado...

Quarta-feira, Março 14, 2007

...pequenas doses...

Não é fácil...

Mas também

Não é impossível!

...Overdoses...

Operação resgate

Fixação melancólica?
Desilusão escancarada?
Vácua-solidão-carência?
Sentimento de perda irreparável?
Desamparo?
O excesso que sobrecarrega?
Neurose de transferência?
Consumo voraz de compensadores?
Viu-se confrontado com o desafio
de penetrar, perdoar e amar?
Às voltas um pouco com o decifrar?
Seu dilema se encontra impedindo
de acessar o botão auto-limpante?

O pano de fundo, a matéria prima
Sem a qual não há o que construir
pode ser um ato que vem das
coisas mais doloridas
mas...
Impossível não reconhecer
a exuberância da vida se você abrir a porta
Dilacerado ou não
Seu estilo de ser
Passa para o auto-ser
em qualquer circunstância

Lembrete:

Não escape de si...

Terça-feira, Março 13, 2007

...pequenas doses...

eu me mantinha sem entender direito,
aquele hábito que as pessoas tem
de esquecer outras,
aquele costume que temos
de conter o intenso...

...pequenas doses...

Imagine que
é a falta de jeito que dói

...pequenas doses...

É necessário tudo isso para que compreendas?
No fim soamos
como real
mente
somos

Segunda-feira, Março 12, 2007

...pequenas doses...

Sou dependente
do impossível?

...pequenas doses...

Deixe assim...
Essa é a ficção do "deixa assim"...
Somente grandes literatos falaram sobre isso
Poucos suportaram "deixar assim"
Os que deixaram...
não tem mais o que fazer.

...pequenas doses...


O que é o que é:
Um dia dois um dia dois um dia UM ?

Quinta-feira, Março 08, 2007

...pequenas doses...

O amor não é alguém
Uma forma
Um fim
Uma meta

flecha ou

qualquer objeto pontiagudo

que um cupido obeso carrega...

Esperar uma resposta

é o pior que pode acontecer

amor

é

é

é

é

e

é


...pequenas doses...

A verdade transita entre uma noção
de não apenas eu,
a confiança deve servir aos corações...
...
sim
...
devemos isso a eles,
mas como partir em pleno alto mar ?
e tanto querer pode acabar assim?
em outros braços a qualquer momento?
Essas e outras perguntas são destacadas
do fundo do profundo do denso do
intenso do abissal do inominável do
assombroso do difuso porém dolorido
“mundo dos animais que pensam e
pensam e... pensam e...
se encontram,acasalam e morrem”

...pequenas doses...

...quando a coisa aperta
é imperativo dar o tempo
para que a coisa entenda
que não permanecerá atada
porque estará

Domingo, Março 04, 2007

...pequenas doses...

Para dar asas ao pensamento
é necessário retirar antes
o peso

...Overdoses...

Ampare quem vai caindo

e quando pensar em desabar

procure a irmandade

um clã que sobrevive de si

Não há dogmas, regras,

uniformes, bandeiras,

não há um tratado filosófico,

engajamento que fascine pela teoria

O "clã que sobrevive de si”

não necessita de explicações porque

legitimasse partindo da individualidade

de pessoa criada dentro de um sistema

estilo areia movediça

para o coletivo de pessoas que

desatolam e descobrem-se dentro

de um recipiente chamado

corpo- a- ser- ocupado

formando o panorama do

“somos todos uns”

simples

Para fazer parte basta

entrar em contato com

sua porção abandonada

depois convide essa porção

para dar uma volta no parque,

dê uma atividade ao corpo que o carrega

mantenha alerta vermelho

da auto-abservação durante 24 horas e

13 luas e não descanse de si nos feriados,

nem mesmo em datas festivas,

o si que vai se criar é um si

independente do eu

e cada si liberto

transforma-se e revitalizasse

escolhendo por si mesmo

ser o si que bem quiser

...pequenas doses...

Nada me trai tanto quanto
a ilusão da falta

...pequenas doses...

Não quero ver você
se civilizando por aí!

...pequenas doses...

Ter limites é uma domesticação antiga...
uma ilusão para acalmar a mente
ela quer a segurança que ter limites trás
a fronteira é o ilimitado...
e isso sim pode ser

Sábado, Março 03, 2007

...Overdoses...

Chega

...você que mesmo eu não...

Tentarei organizar o que

resta do meu raso repertório romântico...

confusão a vista na terra do:

que vamos fazer?

Capítulo do passado o tempo

ainda não temos a coragem de...

Capítulo do mesmo que fugaz existir é...

Capítulo do que interessa

é a tua mão na minha

silêncio

eus recheam a madrugada e

nada resulta em nada

espero um sinal

dar a partida

engrenar o corpo rumo ao

destino de todos nós

Ai...

Não sei

Não não não

Se ficar terei que rearanjar a vida

se ficares terás junto de mim

o que mesmo querendo

eu não poderia garantir

Quer?

No mercado do sentir

eu já me fiz toda boa fruta

Não tenho mais nada em estoque

Calculei mal a demanda

Vejo

Conectando aliviando satisfazendo

Deliberando

Encolhendo

Decidindo

Agir

caminhando

Para onde o sol não

alcance a vista triste

eu cegando eu muda

eu apática eu querendo o impossível...

Porque transito vez ou outra na contra mão

e se digo sim repenso em voz alta não

e se penso demais perco passagem

destino

um suposto futuro

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

...pequenas doses

Nada me assusta mais
do que a falta de tato

...pequenas doses

O que se basta por si só?
Dentro
revelações
de natureza indecifrável
e eu assim...
desconfiando...
ainda contando histórias passadas
para afirmar o que um dia fui...
deixei escapar um intenso suspiro
diante da possibilidade
de não saber mais quem
agora sou

Domingo, Fevereiro 11, 2007

...pequenas doses...

Tudo perfeitamente entendido!
Câmbio e desconecto...
Novamente viro a página,
Nem venha me falar que eu tenho
Que eu posso
Que eu sei
Que eu sempre faço
Que assim desse jeito eu vou
Que no fundo eu e
E que também você e eu
E tudo o mais ...
Agora apenas essa dificuldade em levantar duas pálpebras
Quando chego ao pé do problema percebo
que tenho um corpo todo para subir...

...Overdoses...

Eu quero ficar bem bonita
para quando eu encontrá-lo
você me reconheça como sua,
Então:
Ponha-me um nome,
me dê um endereço,
um diminutivo carinhoso,
uma música trilha
obsessiva que eu repita para recordar,
me ensine que modos tem a vida,
acesso livre em sua existência,
me surpreenda pelo entusiasmo
da quebra da rotina,
me dê filhos sem problemas,
viagens de aventura,
me dê uma ocupação fora de mim,
terapia, flores,chocolates,ioga,defesa pessoal,
passeios noturnos, cine cult, jazz,
doce de abóbora,um drink,
café orgânico,massa de modelar,
biscoitos,academia,florais brasileiros
e prêmios por bom comportamento,
um animal de estimação necessita ainda
de um sorriso e um comando firme...
ou três comandos básicos Simples:
Sai!
Não!
Morto!

...pequenas doses...

A prisão tem gente demais!
e eu pensando ...
mas eu só queria um cantinho

...pequenas doses...

Será assim...
Quando viu
já foi?!

...Overdoses...


Agudo o corpo inflama
Segue seu desígnio
a criatura
Tomba a vista curta
Indiferente repele o vínculo
o inicio da conduta bem educada
Infeliz do outro
Um simples imprevisto
no susto
o desarranjo das palavras
O Espanto do desalinho continua
Entroncamento não revelado
Experimenta a convivência!
Isso mesmo
Prova
Tem carne e osso
E se faltar carne
Quebra o osso e suga o tutano
coração do dentro
Se faltar o dentro
guarda a estrutura seca
Como um souvenir
De qualquer jeito é inevitável
amar...

...pequenas doses...

Uns conhecem a morte
Mas não a identificam
outros ainda
não escapam de si e por isso
forçam essa relação
...
Não pretendo acusar uns e outros de nada
Mas daqui dessa distância
lado a lado
O pôr do sol continua
Independendo da vista

...pequenas doses...

Para
UM
sempre tem
OUTROS

...Overdoses...

Becos vastes

Fortes impressiones

dall'imprevisto compos mentis

Esboço:

Nominis tantos

Dentro:

dominis letterale

dei suoi probabili affetiterno

seaszestupidos!

me estraneo

a me alienum disso

nadies ahora...

mi mortibruta

ya basta

Sono spesso usate corazonis

nulos al cair

talvolta con intento di

eu feminis

un uomo ritengo Che

Miserere flumina Babylonis

Ricorda il lamento e

dell'abisso Ego-sum pero

da parte semplice svista

sue que mi interessa


Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

...pequenas doses...


Pode parecer tortuoso o desamparo

de uma parte de "nós"

que se tornou um "eu",

mas imagina,

que se o germe ainda persiste

seu destino será o de florescer na adversidade

...pequenas doses...

Assim:
a paixão é tração nas
quatro patas

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

...Overdoses...

Desenho indelével sob a pele
Marcou de ponta a ponta
o território
A senhora mentiu ou não?
Respostas decoradas com alto teor
“olho por olho e dente por dente”
Não posso fazer nada !
É a herança da família
Estou sobrevivendo apesar
do panorama mundial
(estalando a língua para aliviar-se)
Na saga para buscar a tal família...
Porque ninguém me procura?
Andei esquecendo vínculo e
alguns cumprimentos
Como estar à vontade entre
tantas escolhas?
(falando alto demais)
Todos dizem que não,
não fica bem,
não fica não
Falo baixo e ninguém escuta
Meus fortes estão sendo invadidos

Preciso de um grito
Minhas defesas estão fracas

no automático
DESEQUILIBRADADESEQUILIBRAEQUILIBRANDO
Já não me sinto feliz aqui...

o que fizemos ?
Dançaremos para que o
grande astro nos veja?
O que precisamos fazer?
Longe da morada dos homens,
lá onde temos vontade de ir...iremos?
Lá temos vontade
Repito totalmente muda
Ocuparam-me deixando represas
Explodiram o que velha a vista
Não tudo não,
não adianta
não
(chora baixo e secreto enquanto
perde o fôlego entre um copo e
um mascado cigarro de palha)
Territórios prometidos?
Essa é a santa barbárie,
divididos em guerra,
disputam na mesma morada e
querem estabelecer tetos,
homens ensinam a tarefa
para os que se tornarão...
o que mesmo?
Homens x humanos
Metralhando até os ossos,

armados em relevo mostram
as presas para o combate
os poucos restaram
Restam milhares em tempo esgotado
Deveria bastar uma morte apenas
Mas as palavras só têm o alcance

de quem estica o braço para escolher
com o que se entreter...
(não desiste dessa tal subversão)
Parece tarde demais
Eu nasci num tempo abatido
O oceano está aquecendo,

ouço atenta ao comunicado
A natureza revela seu curso inalterável
Foram-se mais alguns

punhados de nós
O que o mar não leva a terra consome
O que o mar e terra não tragam
O fogo-ar extingue
Quando tudo começou e terminou?
Acho que posso introduzir esse discurso
pela janela
Não...
Chega do pensamento obeso de respostas
O que se pode dizer é que ...
Nem sempre foi assim.

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

...pequenas doses...

Em curtos períodos

longas distâncias

Traçando os sonhos

aos pés do caracol




...Overdoses...

Quando tudo se mostrou fora do alcance
Quando não foi possível amar
e desconfiado o coração nublou
toda a minha humanidade
reprimiu-se diante da possibilidade
de ser gente
e assim mesmo sem querer,
uma a uma as máscaras se fixaram e
adentrei num mundo estabelecido
com suas regras e normas e deveres e fins
Não pude me adaptar
o peso me estagnava o passo
e as quedas...sim...
só diziam respeito a mim
e as desistências me soaram estúpidas demais
e fui deslocando o que deveria ser
e parti rumo dentro
e sendo
abri a única saída
eu...

Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

...pequenas doses...

Deixar para depois é uma
Prática que se empurra com a barriga
Se você se encontra no nível avançado
é porque tudo está para trás

...pequenas doses...

...Tenho muitas habilidades
para desviar-me do

ponto da questão...

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

...Overdoses...

Eu ...

T'estimo
Mi aime jou
Te dua
Ich lieb Dich
Eu te amo
Ana Behibak
Yes kez sirumen
Obicham te
Soro lahn nhee ah
Ngo oiy ney a
Ne mohotatse
Sarang Heyo
Ti tengu caru
Volim te
Jeg Elsker Dig
Ik hou van jo
I love you
Lu 'bim ta
Ljubim te
Mi amas vin
Ma armastan sin
Afgreki'
Mahal kita
Je t'aime - Je t'adore
S'agapo
Hoo thunay prem karoo choo
Aloha wau ia oi
Ani ohev et otha
Szeretlek
Hum Tumhe Pyar Karte hae
Saya cinta padamu
Ti amo
Aishiteru
Bahibak
Tave myliu
Saya cintakan mu
Aku cinta pakamu
Ana moajaba bik
Jeg Elsker Deg
Doo-set daaram
Kocham Ciebie
Te ubesk
ya tebya liubliu
Volim te
Jag alskar dig
Ich lieb Di
Ua Here Vau Ia Oe
Seni Seviyorum
Ya tebe kahayu
Em ye^u anh
'Rwy'n dy garu
Ikh hob dikh
Mo ni fe
Te quiero - Te amo
...Agora já nem sei
fique com o que te parece mais seguro

...Overdoses...

O falar é um velho débil que balbucia
repetidas solicitações
E o medo avançando como um
grande bicho papão
típico do temor coletivo
e não
Nãohaviaresposta!
quando não há o que fazer
"The end"
c'est finit l'aventure
Adios
Que te vaya muy bien
I can make it alright
porque não existe nós...
Ponto
Confere?
Sim
De coração?
Ah não ...
e eu preciso além de tudo ser
Correta-companheira-amiga-compadre
conselheira -diplomata -bem treinada
silenciosa-discreta-amável-dócil-domesticada
Feliz-cheiadeperspectiva?
Já sei...
existe sim um outro organismo
de natureza instável
tão real quanto eu e
esse organismo não suportaria
sentir dor e
bom eu tenho cicatrizes bem expostas e
ao que tudo indica
parece mesmo...
que eu agüento esse impacto?





...pequenas doses...

Após o sinal:
Desculpe mas não posso atender.
Estou no momento acabando
com qualquer expectativa
E isso leva algum tempo...

...Overdoses...

Havia uma ordem...
não havia?
Não tínhamos combinado esquematizado
revisado conferido metodicamente
as estratégias maneiras formas trejeitos de...
Com um inicio definido pelo menos...
Escuta
disse aquela voz e nem era ao vivo:
“Você foi muito importante para mim”
E eu só querendo saber como...
Como essa frase ficou no passado?
...
É necessário ser assim?
antever os passos para amar?
não existe governo nessas terras
Tampouco regulamentos são obedecidos
Tudo é uma desordem mesmo!
Nunca ousaram apontar o dedo
"É que eu aprendi a amar de outro jeito"...
Respiro afundando o pensar
Ele me caça durante as fugas
E já hora de botar o corpo na cama
Tenho que fazer essa criança feliz
Não passa nada
Entre o alívio e a dor
já me disseram que eu posso sim
e a qualquer momento
ir ao cine!

...pequenas doses...

Renovação é um sistema de autocura
acionado quando não temos
mais medos escondidos...

Domingo, Fevereiro 04, 2007

...pequenas doses...

...E eu não poderia acreditar
que a queda é livre

Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

...pequenas doses...

Desejo!
Nem sempre o óbvio para os amantes
é visto como algo previsível
As falas todas decoradas do amor
O brega é o exílio dos amantes
dois corpos com massa se atraem
na razão direta de suas massas

...pequenas doses...

Separação!
é sempre necessário ter no mínimo
uma mistura de duas substâncias
As causas são diversas,
infiltração,mofo, desilusão,
rotina,mau humor,
intolerância a verdade, conformidade,
insatisfação, desprazer, entre outros
O melhor efeito é ter coragem...

...pequenas doses...

Demolição!
um impacto de uma grande coisa que

vira um monte de coisa soterrada

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

...pequenas doses...

Somos assim:
...EU ................. TU...
ou
TUEU
ou o que é melhor?
...
.............................
e acabou?

Terça-feira, Janeiro 30, 2007

...pequenas doses...

Acabado de fechar

...pequenas doses...

Quando eu penso que já sei quem você é...
vem um outro você e me arrebata