Sexta-feira, Julho 10, 2009
Segunda-feira, Março 09, 2009
Quarta-feira, Novembro 19, 2008
Sexta-feira, Outubro 17, 2008
Eu sempre espereiEsperei até tarde ele
Um outro
Às vezes fazia sol
Outros nem tanto
Ele outros
Eus tantos
Às vezes partia de mim o fim
Esperei dizer sim
Esperei dizer não
Esperei procurar
Esperei até cheia demais de falar
Esperei experimentar vários ao mesmo tempo
Quem sabe assim todos juntos?
Esperei dar certo
Quando a casa começou a ser montada
Esperei me aconchegar num ninho bem quentinho
Quem sabe agora assim bem juntinho
Esperei e avancei faminta numa cama americana
As molas meu Deus nunca esqueço das molas
Esperei acordar ser acordada
Café todas as manhãs
Eu mergulhando naquele olhar
Enquanto eu nem sabia pra onde eu desviava
Esperei teu consentimento pra ir embora
Esperei ter a segurança
Tipo brega pedindo minha mão
Esperei por coisas que nem era eu que esperava
Deitei numa sala decorando o lugar da porta aberta
Esperei
Pelo homem
Esperei quando o homem chegou
Esperei e já reclamando ameaçando revirando e acusando
Disse coisas que não se dizem
Como posso pedir pra respirar?
Como posso pedir tempo?
Quem se sufoca por livre e espontânea vontade?
Esperei
Pelo homem
Tipo Pai
Tipo aqueles que tem barba meio rala num rosto mapeado de vinco
Que se afastam quando ouvem eu te amo
Esperei por qualquer um
Esperei que o outro me amasse como eu queria que ele me amasse
Esperei que houvesse um tempo certo de ser feliz
Esperei que as coisas fossem diferentes
Esperei em cada amante o grande amor
Esperei quando tudo ia acabando
Esperei enquanto os nomes mudavam
Voulei, Volnei, volmar, foram os 3 primeiros, irmãos até, Regis o metaleiro, Edir o historiador, Adelar o fuzileiro, tem o lizandro signo de touro, Paulo o ardento,
Um atrás do outro
Um outro atrás um atrás outro
Outro um atrás
Um do outro atrás
Um outro do outro do outro do outro outro outro outro outro
um atrás do outro um atrás
Um
Quarta-feira, Julho 30, 2008

Do simples
Gesto
Recebo
Grão
Palavra
Do simples
Silencio
Vejo
Alimento
Afeto
Do simples
Toque
Coração
Teu riso
ponto
Do simples
Dôo
Mergulho
Encontro
Passo
Do simples
Fogo
Não
Amanheço
Morte
Do simples
Respirar
Vento
Começo
Cinema
Do simples
Dia a dia
Olho no olho
Toma lá da cá
Dente por dente
Do simples
Beijo
Cuidado
Lembro
Sorriso
Do simples
Expresso
Mar
Encanto
Feriado
Do simples
Agora
Perdoar
Deixo
Fácil
Do simples
Horas
Desfecho
Gato na varanda
Abraço
Do simples
Pai
Sim
Terra
Confiar
Do simples
Bater de asas
Iluminar
Repartir
Sol
Do simples
Adeus
Reconheço
Transformo
Vida
Do simples
Tempo
Desenho
Acorde
Fé
Do simples
Chamado
Faz de conta
Amigo
Ser
Do simples
Caminho
Repouso
Choro
Pássaro
Do simples
Canteiro
Dar mãos
Universo
Semente
Do simples
Espaço
Tecido
Verdade
Luar
Do simples
Entrego
Ritmo
Corpo
Dança
Do simples
Destino
Sentido
Escuro
Invisível
Do simples
Brinco
Presente
Sustento
Centro
Do simples
Amor
Entendo
Sinto
Latido
Do simples
Tudo
Vazio
Escuro
Resumo
Do simples
Chuvisco
Abertura
Verdade
Caminho
Do simples
Nada
Mais
Do
Que
Segunda-feira, Julho 28, 2008
Domingo, Julho 13, 2008
Diz que é pro meu bem
Por que pareço estar errando feio
...
Diz que é pro meu bem o fim
Diz que é pro meu bem saber, sentir, ser
Diz que é pro bem essa revolução
Pro meu bem essa doença
Esse desencantamento sem origem
Pro meu bem um novo caminho ainda escuro
E a insegurança
Pro meu bem essa pequena delicadeza
Pro meu bem tanto a fazer
Pro meu bem essa dor de herança
Pro meu bem me diz
Amor essa escolha é só minha
Diz que é pro meu bem que nada se define
Diz que é pro meu bem você indo embora
Esse desapego é pro bem
Pro meu bem essa angústia afundando o peito
E a respiração curta
Pro bem essas lágrimas no papel
E o conflito de saber e continuar fazendo
Pro meu bem que se fez esse dia inteirinho de sol
E não vejo nada além de sombras
Pro meu bem que os amigos resistem
E essa lucidez nas madrugadas
Pro meu bem descansar calando a boca
Pro meu bem que um dia de noite você disse:
Vai e fui e foi
Pro meu bem fiquei invisível
Discreta nos cantos
Pro meu bem agora não
Pro meu bem de repente parar tudo
Assim!
E desapontar previsões
Pro meu bem subir e descer
Pro meu bem o insulto e a queda
Pro meu bem não ter o que ter
Pro meu bem esse enfrentamento
Pro meu bem não ter aonde ir
Pro meu bem às vezes engasgar, desbotar
Pro meu bem aceitar e não atacar
Pro meu bem tantas escuras sintonias
Pro meu bem me diz amor só isso
Que o amor é o recheio das coisas
Que doem tanto
Que o bem é resistir à vontade de acumular mágoas
Resistir ao medo
Diz que o bem nunca me abandonou
Diz assim em voz alta
Em alta voz para que eu encoraje o coração
Para que em tua boca
Eu ganhe vida mais uma vez
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
encontrar extraindo
O que eu te digo equivale
A circulação
Mapa do dentro
Ao destino
Rio Celeste braço-de-mar
A curvatura e a torção
Tamanho invisível
Corpo curso intenso da pessoa
Dimensão inconstante
O que te digo adentra, une e ramifica
Desenrola a imagem no fio da palavra
Ingresso de jornadas
Fonte da existência
Desvenda tudo o que desperta,
Ao impulso eu te digo
Amor
E te lanço anos de claridade
A ligação se faz aqui
De veios silenciosos
Estranhamento e similaridade
Tua expressão avança
No dorso de um animal
No suspiro da Mãe
Na temperança do Pai
Na descoberta do filho
No esperar paciente do ancião
Raios, legiões armados de flores
Mutável segue teu instinto
Por vezes rasga e sobressai o titã
Aquele que não tem nome
A quem se faz preces de apaziguamento
o curumim- bicho- homem atlante
paira diante do solar de linhas eternas
Equilibrismos na linha tecida por tantos
Segredo dos antigos das estrelas
Amante corpo de minha alma
Anima Animus animales
alastra tua passagem
Nas mãos
Dança do sempre
Ao dócil olhar do ferino
Destreza de um saber
A origem
Dois olhos separados choram
Um em cada tempo
Ato de inundar
Sem medidas o louco guia o abismo
E se derrama em terra o que alenta o colo
E arde poros derretendo geleiras
raiar de auroras
Fogo reascendendo minha espécie
Forma a real efígie do querer
Cicatriza meus olhos amor
Para que eu possa ver
O que eu te digo
Um eu
De um tu
Que pode um dia olvidar...
E abafando pode perder prumo,
O que eu te digo é diminuto
A parte incorpórea
Ofereço-te
Coluna do espiritual
Vem
Ao transito lento
Sem distrações
Nem desvios
E se um dia reencontrares essas notas
dispostas num varal
ao vento
Toca de leve nesse tecido
Um leve ruflar de asas
O que eu te digo agora é uma serenata
Ouve:
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Um grande giro em 13 luas
E o ser já renascido de tanto
De quatro se pôs a andar
Só vivia de terra
Não tinha ares de santo
Adaptou desconjunturas e
Desentortando ossos
Foi parar nas copas
Pata a passo
Queda
Passo a pata
Passo a passo
Independendo da situação
O ir continua
Pata a pata
Passo a passo é mais passo do que pata
Pata ou passo?
Ainda há chance...
Passo
civilizando o animal
Malabarismos para esconder os rastros
Asfaltaram tudo pelo caminho
Para além dessa matéria horizontal
Existem os arcanos
É preciso ser vertizontal
A jornada adquiriu planos
Tocar além dos olhos
Provar diferentes tons
Palavrear de águas um corpo
Tecer histórias de si em mi
Recordar maior sonhando
Tudo não cabe nesse tanto!
Horror de ser passo
Correu para longe
Sem agilidade de pata corria
Corria sem companhia de terra
Sem cabeça de bicho corria
Corria sem proteção de pele corria
Sem grito comum Corria
Corria sem chamado de outros
Corria entre metrópoles
Ponte corria
Casa corria
Família toda corria
A tona Corria Amares
Nome corria validade
Futuro corria Sonho
Deus corria Corpo
Dias corria
Outro corria Abismo
Frágil corria
de gravata e olhos afastados
Na ponta dos pés
Salto fino corria boca morna
Sem cauda ou pelo aparente
Esqueceu do nome do nome do nome
do nome do nome do nome
do no me do no me do nomedo
do nome nomedo
donome donomedo...
Transformava bicho no ilusório
Amor na falta
Corpo na necessidade
Compulsão no real
Separação no certo
Cadê o fruto original?
...
Não te recolhe na velha casa desolada
Estica a mão
assim
Não te demores
entra
um passo
mantém
há outro
Vê o intervalo?
livra o vôo
Agüenta ser asa
Sem patear ser passo
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
VivaDomingo, Novembro 25, 2007
Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Quinta-feira, Agosto 30, 2007
Segunda-feira, Agosto 27, 2007
Quarta-feira, Agosto 22, 2007
Sábado, Agosto 18, 2007
Mas o ter que ir...VOLTA
Enquanto o amor corre solto na aresta da boca
VOLTA
As imagens contendo histórias
VOLTA
Tenho que ir
VOLTA
Perde-se assim?
VOLTA
Na tessitura
VOLTA
Os dias passam demorados
VOLTA
Se queres espera sentes saber
VOLTA
Farei o impossível acordada
Luz deixa acesa
Não posso de outro modo porque quanto mais
Do
Que
Qualquer
Outra
Coisa
Sexta-feira, Agosto 03, 2007
Tudo parece modificado.Não é algo que me traz a segurança que conheço. Dilata a própria natureza esse eu-agora. As vezes causo medo, esse eu rodopia e me cerca. De repente outro eu toma a frente e me dissolve em possibilidades, fico em dúvida.
Na maioria das vezes eu só quero sentir uma respiração que não seja a minha.Quero desabar sem dor. Encostar minha cabeça no solo e silenciar durante os invernos. Quero poder ser a qualquer hora do dia. Quero ainda, extrair dos beijos o aperto de mão, dos corpos a minha casa, das memórias as gargalhadas, quero partilhar o alimento d'alma, doar abraços, desapegar dos vícios, das necessidades e também dos quereres quero me livrar. Busco o tempo de estar toda aqui, e se não der tempo para fazer oque imaginei ... o que posso fazer? Deixo ir.
Sem saber subverteu a ordem. Jogou os passos em cima da mesa.
Destacou uma a uma roupas, idéias e normas.
E sem pressa se manteve em pé.
Não podia acreditar no próprio tamanho.
Desenrolando cada vértebra
uma descoberta de como ser.
Mas a possibilidade de ficar como se está,
se mostrava apetitosa.
Não sabia ao certo porque tinha que prosseguir.
Ou sentia.
Mas antes, sentir não era tão importante quanto saber.
Mas também não conhecia o saber genuíno que acontece
depois de já muito caminhar com esse corpo inteiro.
Sabia o que sabia de outros que também não sabiam o que era saber. Saber vai além do contar disse uma velha que nunca mais vi.
Vai além do dichavar disse um outro que também estava perdido.
E as vezes saber acontece durante o sono.
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Sábado, Julho 21, 2007
Onde por os pés?
Tinha ânsia em caminhar
mas não queria afundar na terra
Porque ficaria de fora de todo o resto
Fixar raízes é ocupar um espaço
Não queria ter uma direção
Sempre errava o caminho da casa
Tropeçava quando
perguntavam seu nome
Não queria ter um nome
a quem poderiam chamar
Se pudesse se dar um nome
seria indizível em qualquer língua
Um dia ouvia da avó que todas as raízes
não são inertes,as raízes disse avó
se encontram por baixo dos pés e
crescem para baixo e
não param de crescer
se você for de um pólo a outro
verá suas raízes se erguerem
em outros pés
Não se preocupe
Independente de você
seus pés seguem um destino
Me dê nesta morada o alimento
Me dê sem receio o reflexo da simplicidade
Me dê alegria nas vezes do não
Me dê cumplicidade com tudo o que pulsa
e se encontrar uma companhia
Que eu me saiba libertar
Que o conhecimento não me alucine
E que o olhar desse outro
encontre repouso
Quarta-feira, Julho 11, 2007
Nada mais tenho que manterO sorriso difuso
Não tenho que manter
Uma palavra para tudo
Não tenho que manter
Uma verdade para aplacar o medo
Não tenho
Não tenho que manter a fachada limpa
Nem esconder o entulho
Não tenho que manter a mentira
Nem desviar os olhos
Não tenho que ser um exemplo
Não tenho que vestir o combinado
Nem andar calçada eu tenho
Nada mais tenho que me mantenha nos trilhos
Não tenho que manter um amor por pertencimento
Nem a família toda eu tenho
Eu tenho não o dia todo para fazer
Mas o segundo fugidio de cada hora eu tenho
Não resta muito daquilo tudo de eu então...
Desapliquei força
E sobraram os ossos,
intactos.
Sábado, Julho 07, 2007
Segunda-feira, Junho 25, 2007
Quarta-feira, Junho 20, 2007
...Overdoses...
Quando eu pousei meus olhos na terra eu era a terra.Eu era as conversas passando, eu era os carros, era os edifícios em construção, eu era os pios, os chiados, eu era o casal que se beijava na praça, eu era o banco, era o cachorro magro, eu era cada susto, chance, pensamento, eu era cada respiração, queda, deslize, desejo, sensação, eu era a mentira, era a menina ávida por colo, eu era o olho d'água e também a folha seca, as gentes, tudo o que estava em cima eu era, era o horizonte, o sol eu era a lua que chegava devagar em formato de lasca de unha cortada, eu era os pontos, marcas, estrias na garganta, eu era o canteiro de maria sem vergonhas eu era essa voz , eu era a totalidade dos medos do mundo eu era o abrigo dos pobres, o umbigo cheio de remendo, era o molhado da chuva, o pé que arrasta o outro, eu era a margem, o pólo, era o cavalo, a casa, eu era palavra, o desencontro, o brilho do menino, era o longe, eu era as fases e o tempo do pulso eu era, era o meio fio, o desfiladeiro, era o sorriso da velha, eu era o que pedia, era quem desviava, era o homem baixo, o outro literário, uma outra esquiva, era todos esses dedos e também uma família toda eu era.
Sexta-feira, Junho 15, 2007
...Overdoses...
Dois corpos podem ocupar um mesmo muro?
Que tamanhos, materiais,durabilidade podem ter?
Posso estar com um pé no muro e o outro no próximo passo?
Terça-feira, Junho 05, 2007
...pequenas doses...
Se me amarem, ouviu da Mãe, já estou no lucro.Eu fiz o que podia, ouviu do marido,assim não dá.
Um dia, leu numa revista, seremos felizes.
Desligou.
Segunda-feira, Maio 21, 2007
Sexta-feira, Maio 18, 2007
Segunda-feira, Maio 14, 2007
Quinta-feira, Maio 10, 2007
...pequenas doses...
Vou partir e não importa as quebrasOnde o olho corre o pensamento desvia
O fim desatou a andar
E viro seca na grafia
Represando com dedos
Enlaço a língua
Afogo peito
Garfo e a memória repulsa
Toda configuração deu pane
Atiro o rosto num vulto
Envelheço no canto das almofadas
Cerro a porta e caio pela janela
De baixo veio a resolução:
Segunda-feira, Maio 07, 2007
...Overdoses...
O tempo nos dá a medida do sentirO tempo pode mais
pode acalmar o furacão da paixão
sacudir o corpo ansioso
e descobrir o véu da tal verdade
pode o tempo fazer secar as palavras
que não cairam bem
pode também brilhar os olhos por
uma lembrança viva
o tempo é um fio
que uma bruxa não cansa de desfiar
com calma e firmeza
desata os nós
Ou rompe fios perdidos
O tempo ...
guarda nossa morte
transforma as arquiteturas da vida
E os equilibrismos nesse fio...
Quem comanda?
O tempo
ruge e desperta quem ainda mole na dormência
faz um corpo se expandir e integra naturezas
marca um passo depois do outro
O tempo é aliado da solidão...
Aliás...
o tempo e a solidão
são amantes
Quinta-feira, Maio 03, 2007
Segunda-feira, Abril 23, 2007
...Overdoses...
Não sei mais contarO radar foi quebrado
E o farol nem quis saber de alumiar
De onde vem os passos que me guiam?
De certo, diriam os que sabem
De mim
De mim
A marcha contínua
O outro
Fisgo e já não sei
Era extensão eu?
Recolho linhas
Segunda-feira, Abril 16, 2007
Sábado, Abril 14, 2007
Quinta-feira, Abril 12, 2007
...Overdoses...
de per capita sanguessuga parasitária,
fina flor carnívora , partícula sem peso ,
gota que se nega a entrar no mar,
enfeite meio mofado em cima da estante,
arte barata, intransigente,
Se eu fosse juntar todo o quebra-cabeça
descobriria a imagem que me forma,
Mas algumas peças se perderam durante
a migração pelo estreito de bering...
Fazia frio e eu não quis nem saber...
...Overdoses...
E sei digo que sei que sei sei!Quero parar o motor da essência
Calar a boca do mistério
Enfiar a ponta da língua no olho alheio
Entupir o ralo com pele morta
E afundar sem licença poética
Destravando a coleira e
num estilo bem-criada
Rosnar como toda boa moça faz
Não me interessa o silêncio
Quero o mano a mano das idéias
Sem piedade para a atenção excessiva
A pretensão de proteger o outro
Como recheio da carência
E seguir esvaziando a casa
Família vende tudo
Retirar as bóias que impedem o afundar
Sacudir da cabeça os piolhos libertários
do ideal a fazer em crise do não saber
Do que engolir para desinchar
Da terapia de ponta
Calmante natural mente
É muita coisa sem osso
Difícil fica identificar o que travou
Mas tenho todos ao meu lado
Especificamente na prateleira
Muitos somente guardam o pó
Numa existencial dificuldade
é pintar com aquarela
"Vou vivendo"
pratico a arte do vou vivendo,
às vezes vôo vive vendo,
mas são raras as decolagens sem que eu
perceba que não tenho onde ir
e mude brusca a direção
em trânsito lento rumo terra
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Terça-feira, Abril 03, 2007
Terça-feira, Março 27, 2007
...Overdoses...

Querido Náufrago,
Ainda é cedo para se recolher.
O que se aproxima agora, deixa vir.
Seria mesmo um grande absurdo
dizer que você... de fato, não existe?
Que espécie de você eu venho criando?
Colabore comigo, me dê uma pista
de que eu não estou só
Exercito-me diariamente
experimentando encaixar no alfabeto
o milagre da palavra,
faço práticas esotéricas
com temperos variados,
já não como corações,
nem mesmo de galinhas...
Venho tentando discernimento
nas horas vagas e
devagar descobrir se tudo o que me cerca
em que medida é fato, ficção ou coisa nenhuma
Afinal...
como integramos um amor pelo outro
na continuação do amor por tudo?
Tem uma potência dentro que diminuímos
por medo de perder o que intentamos juntos
Depois que eu ir...
Não nade atrás de mim
Você não achará o fundo
porque nessa jornada,
o que caminha sobre a terra
mergulhará apenas em si
Quinta-feira, Março 22, 2007
...Overdoses...

É assim...
não é?
Escapamos pelas frestas
Desviamos pela verdade
Recebo os espaços e espasmos
Num código ainda indecifrável
Uma conduta
Preciso urgente de uma cartilha...
Para conduzir arfante o peito
para o próximo pequeno passo
e sim...
Devagar me acostumar com a medida do seguinte
Tento ainda formular nesse inventário
um método sem esforço
Tornar palatável a secura do espinho
Desculpe qualquer coisa é vasto demais...
Reduzir é a fuga do caminho ordinário
E se me abro toda em conteúdo
Desequilibro
A queda ultrapassou o plano
Destampei os olhos e
agora não sei
o que fazer
com a coisa toda exposta
Quarta-feira, Março 21, 2007
...Overdoses...
Me acorde coração...Que no pulso dessa hora
Eu não cerre os punhos
Não degole à primeira vista
Efígie num reflexo do sem querer
Que eu não comprima o corpo assim...
Buscando em mim
Desperta profundeza
Que dentro da carcaça
Eu resolva agir no ritmo da vida
Nem tão precário respiro esburacado
Que estrada é essa grande coração?
Que me remôo fazendo das dores
O refúgio do não
Que sempre e durante e
E tudo continua
No pulso
Mesmo lugar da quietude
Encontro vazio de mim
Arquétipos em liquidação
E tudo tudo tudo ...
Isso me traz até aqui
“Isso” é o que eu renego
Eu exigi recompensa
Segunda-feira, Março 19, 2007
...Overdoses...
matéria que me compõe
Do que é tão certo a fazer
Aleluia que é alegria
Nada mais que isso...
para afirmar um ponto de vista
Quinta-feira, Março 15, 2007
...Overdoses...
O que vejo agoraÉ o fundo do sentir
Lá onde nunca arrisquei perder
Lá construí essa morada
Fixei pés
Levantei a espada durante as invasões
Conquistei o território todo
E sentei-me no trono
Uma autoridade que não pode
ser limitada por nenhum outro poder
E tem a sua disposição
os corações mais distintos
A paisagem de lá
durante anos a fio a ferro a fogo
As memórias todas
nada do que era o eu supremo
sem fazer sentido continuar
toda aquela matança
Eu não sou o que eu conquisto
E tudo começou com essa dor
Se foi melhor assim...
Agora é que eu não posso responder...
O melhor vem em qualquer tempo
Ele partiu indo em direção ao seu melhor
Ela partida regressou do ter se lançado tanto
que nem o fundo agüentou o impacto
e rompeu-se espalhando
Quarta-feira, Março 14, 2007
...Overdoses...
Operação resgateFixação melancólica?
Desilusão escancarada?
Vácua-solidão-carência?
Sentimento de perda irreparável?
Desamparo?
O excesso que sobrecarrega?
Neurose de transferência?
Consumo voraz de compensadores?
Viu-se confrontado com o desafio
de penetrar, perdoar e amar?
Às voltas um pouco com o decifrar?
Seu dilema se encontra impedindo
O pano de fundo, a matéria prima
Sem a qual não há o que construir
pode ser um ato que vem das coisas mais doloridas
mas...
Impossível não reconhecer
a exuberância da vida se você abrir a porta
Dilacerado ou não
Seu estilo de ser
Passa para o auto-ser
em qualquer circunstância
Lembrete:
Não escape de si...
Terça-feira, Março 13, 2007
Segunda-feira, Março 12, 2007
Quinta-feira, Março 08, 2007
...pequenas doses...
a confiança deve servir aos corações...
devemos isso a eles,
mas como partir em pleno alto mar ?
e tanto querer pode acabar assim?
em outros braços a qualquer momento?
Essas e outras perguntas são destacadas
do fundo do profundo do denso do
intenso do abissal do inominável do
assombroso do difuso porém dolorido
“mundo dos animais que pensam e
Domingo, Março 04, 2007
...Overdoses...
Ampare quem vai caindoe quando pensar em desabar
procure a irmandade
um clã que sobrevive de si
Não há dogmas, regras,
uniformes, bandeiras,
não há um tratado filosófico,
engajamento que fascine pela teoria
O "clã que sobrevive de si”
não necessita de explicações porque
legitimasse partindo da individualidade
de pessoa criada dentro de um sistema
estilo areia movediça
para o coletivo de pessoas que
desatolam e descobrem-se dentro
de um recipiente chamado
corpo- a- ser- ocupado
formando o panorama do
“somos todos uns”
simples
Para fazer parte basta
entrar em contato com
sua porção abandonada
depois convide essa porção
para dar uma volta no parque,
dê uma atividade ao corpo que o carrega
mantenha alerta vermelho
da auto-abservação durante 24 horas e
13 luas e não descanse de si nos feriados,
nem mesmo em datas festivas,
o si que vai se criar é um si
independente do eu
e cada si liberto
transforma-se e revitalizasse
escolhendo por si mesmo
ser o si que bem quiser
Sábado, Março 03, 2007
...Overdoses...
Chega...você que mesmo eu não...
Tentarei organizar o que
resta do meu raso repertório romântico...
confusão a vista na terra do:
que vamos fazer?
Capítulo do passado o tempo
ainda não temos a coragem de...
Capítulo do mesmo que fugaz existir é...
Capítulo do que interessa
é a tua mão na minha
silêncio
eus recheam a madrugada e
nada resulta em nada
espero um sinal
dar a partida
engrenar o corpo rumo ao
destino de todos nós
Ai...
Não sei
Não não não
Se ficar terei que rearanjar a vida
se ficares terás junto de mim
o que mesmo querendo
eu não poderia garantir
Quer?
No mercado do sentir
eu já me fiz toda boa fruta
Não tenho mais nada em estoque
Calculei mal a demanda
Vejo
Conectando aliviando satisfazendo
Deliberando
Encolhendo
Decidindo
Agir
caminhando
Para onde o sol não
alcance a vista triste
eu cegando eu muda
eu apática eu querendo o impossível...
Porque transito vez ou outra na contra mão
e se digo sim repenso em voz alta não
e se penso demais perco passagem
destino
um suposto futuro
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
Domingo, Fevereiro 11, 2007
...pequenas doses...
Tudo perfeitamente entendido!
Câmbio e desconecto...
Novamente viro a página,
Nem venha me falar que eu tenho
Que eu posso
Que eu sei
Que eu sempre faço
Que assim desse jeito eu vou
Que no fundo eu e
E que também você e eu
E tudo o mais ...
Agora apenas essa dificuldade em levantar duas pálpebras
Quando chego ao pé do problema percebo
que tenho um corpo todo para subir...
...Overdoses...
Eu quero ficar bem bonita Então:
Ponha-me um nome,
Sai!
Não!
...Overdoses...

Segue seu desígnio
a criatura
Tomba a vista curta
Indiferente repele o vínculo
o inicio da conduta bem educada
Infeliz do outro
Um simples imprevisto
no susto
o desarranjo das palavras
O Espanto do desalinho continua
Entroncamento não revelado
Experimenta a convivência!
Isso mesmo
Prova
Tem carne e osso
E se faltar carne
Quebra o osso e suga o tutano
coração do dentro
Se faltar o dentro
guarda a estrutura seca
Como um souvenir
De qualquer jeito é inevitável
amar...
...Overdoses...
Becos vastes Fortes impressiones
dall'imprevisto compos mentis
Esboço:
Nominis tantos
Dentro:
dominis letterale
dei suoi probabili affetiterno
seaszestupidos!
me estraneo
a me alienum disso
nadies ahora...
mi mortibruta
ya basta
Sono spesso usate corazonis
nulos al cair
talvolta con intento di
eu feminis
un uomo ritengo Che
Miserere flumina Babylonis
Ricorda il lamento e
dell'abisso Ego-sum pero
da parte semplice svista
sue que mi interessa
Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007
...Overdoses...
Marcou de ponta a ponta
A senhora mentiu ou não?
Respostas decoradas com alto teor
Não posso fazer nada !
É a herança da família
Estou sobrevivendo apesar
(estalando a língua para aliviar-se)
Porque ninguém me procura?
Andei esquecendo vínculo e
Como estar à vontade entre
(falando alto demais)
não fica não
Falo baixo e ninguém escuta
Meus fortes estão sendo invadidos
Preciso de um grito
Minhas defesas estão fracas
no automático
DESEQUILIBRADADESEQUILIBRAEQUILIBRANDO
Já não me sinto feliz aqui...
Dançaremos para que o
Longe da morada dos homens,
Lá temos vontade
Repito totalmente muda
Ocuparam-me deixando represas
Explodiram o que velha a vista
Não tudo não,
(chora baixo e secreto enquanto
Essa é a santa barbárie,
querem estabelecer tetos,
homens ensinam a tarefa
para os que se tornarão...
o que mesmo?
Homens x humanos
Metralhando até os ossos,
armados em relevo mostram
as presas para o combate
os poucos restaram
Restam milhares em tempo esgotado
Deveria bastar uma morte apenas
Mas as palavras só têm o alcance
de quem estica o braço para escolher
com o que se entreter...
(não desiste dessa tal subversão)
Eu nasci num tempo abatido
O oceano está aquecendo,
ouço atenta ao comunicado
A natureza revela seu curso inalterável
Foram-se mais alguns
punhados de nós
O que o mar e terra não tragam
O fogo-ar extingue
Acho que posso introduzir esse discurso
Não...
Chega do pensamento obeso de respostas
O que se pode dizer é que ...
Nem sempre foi assim.
Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
...Overdoses...
Quando tudo se mostrou fora do alcanceQuando não foi possível amar
e desconfiado o coração nublou
toda a minha humanidade
Terça-feira, Fevereiro 06, 2007
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
...Overdoses...
T'estimo
Mi aime jou
Te dua
Ich lieb Dich
Eu te amo
Yes kez sirumen
Obicham te
Soro lahn nhee ah
Ngo oiy ney a
Ne mohotatse
Sarang Heyo
Ti tengu caru
Volim te
Jeg Elsker Dig
Ik hou van jo
I love you
Lu 'bim ta
Ljubim te
Mi amas vin
Ma armastan sin
Afgreki'
Mahal kita
Je t'aime - Je t'adore
S'agapo
Hoo thunay prem karoo choo
Aloha wau ia oi
Ani ohev et otha
Szeretlek
Hum Tumhe Pyar Karte hae
Saya cinta padamu
Ti amo
Aishiteru
Bahibak
Tave myliu
Saya cintakan mu
Ana moajaba bik
Jeg Elsker Deg
Doo-set daaram
Kocham Ciebie
Te ubesk
ya tebya liubliu
Volim te
Jag alskar dig
Ich lieb Di
Ua Here Vau Ia Oe
Seni Seviyorum
Ya tebe kahayu
Em ye^u anh
'Rwy'n dy garu
Ikh hob dikh
Mo ni fe
...Overdoses...
E o medo avançando como um
e não
Nãohaviaresposta!
quando não há o que fazer
"The end"
I can make it alright
Ponto
Confere?
Sim
De coração?
Ah não ...
Já sei...
esse organismo não suportaria
bom eu tenho cicatrizes bem expostas e
ao que tudo indica
parece mesmo...
...Overdoses...
Havia uma ordem...Não tínhamos combinado esquematizado
Escuta
“Você foi muito importante para mim”
E eu só querendo saber como...
Como essa frase ficou no passado?
É necessário ser assim?
não existe governo nessas terras
Respiro afundando o pensar
Ele me caça durante as fugas
Não passa nada
já me disseram que eu posso sim
e a qualquer momento
ir ao cine!






























































































