quarta-feira, novembro 19, 2008
sexta-feira, outubro 17, 2008

Esperei até tarde ele
Um outro
Às vezes fazia sol
Outros nem tanto
Ele outros
Eus tantos
Às vezes partia de mim o fim
Esperei dizer sim
Esperei dizer não
Esperei procurar
Esperei até cheia demais de falar
Esperei experimentar vários ao mesmo tempo
Quem sabe assim todos juntos?
Esperei dar certo
Quando a casa começou a ser montada
Esperei me aconchegar num ninho bem quentinho
Quem sabe agora assim bem juntinho
Esperei e avancei faminta numa cama americana
As molas meu Deus nunca esqueço das molas
Esperei acordar ser acordada
Café todas as manhãs
Eu mergulhando naquele olhar
Enquanto eu nem sabia pra onde eu desviava
Esperei teu consentimento pra ir embora
Esperei ter a segurança
Tipo brega pedindo minha mão
Esperei por coisas que nem era eu que esperava
Deitei numa sala decorando o lugar da porta aberta
Esperei
Pelo homem
Esperei quando o homem chegou
Esperei e já reclamando ameaçando revirando e acusando
Disse coisas que não se dizem
Como posso pedir pra respirar?
Como posso pedir tempo?
Quem se sufoca por livre e espontânea vontade?
Esperei
Pelo homem
Tipo Pai
Tipo aqueles que tem barba meio rala num rosto mapeado de vinco
Que se afastam quando ouvem eu te amo
Esperei por qualquer um
Esperei que o outro me amasse como eu queria que ele me amasse
Esperei que houvesse um tempo certo de ser feliz
Esperei que as coisas fossem diferentes
Esperei em cada amante o grande amor
Esperei quando tudo ia acabando
Esperei enquanto os nomes mudavam
Voulei, Volnei, volmar, foram os 3 primeiros, irmãos até, Regis o metaleiro, Edir o historiador, Adelar o fuzileiro, tem o lizandro signo de touro, Paulo o ardento,
Um atrás do outro
Um outro atrás um atrás outro
Outro um atrás
Um do outro atrás
Um outro do outro do outro do outro outro outro outro outro
um atrás do outro um atrás
Um
quarta-feira, julho 30, 2008

Do simples
Gesto
Recebo
Grão
Palavra
Do simples
Silencio
Vejo
Alimento
Afeto
Do simples
Toque
Coração
Teu riso
ponto
Do simples
Dôo
Mergulho
Encontro
Passo
Do simples
Fogo
Não
Amanheço
Morte
Do simples
Respirar
Vento
Começo
Cinema
Do simples
Dia a dia
Olho no olho
Toma lá da cá
Dente por dente
Do simples
Beijo
Cuidado
Lembro
Sorriso
Do simples
Expresso
Mar
Encanto
Feriado
Do simples
Agora
Perdoar
Deixo
Fácil
Do simples
Horas
Desfecho
Gato na varanda
Abraço
Do simples
Pai
Sim
Terra
Confiar
Do simples
Bater de asas
Iluminar
Repartir
Sol
Do simples
Adeus
Reconheço
Transformo
Vida
Do simples
Tempo
Desenho
Acorde
Fé
Do simples
Chamado
Faz de conta
Amigo
Ser
Do simples
Caminho
Repouso
Choro
Pássaro
Do simples
Canteiro
Dar mãos
Universo
Semente
Do simples
Espaço
Tecido
Verdade
Luar
Do simples
Entrego
Ritmo
Corpo
Dança
Do simples
Destino
Sentido
Escuro
Invisível
Do simples
Brinco
Presente
Sustento
Centro
Do simples
Amor
Entendo
Sinto
Latido
Do simples
Tudo
Vazio
Escuro
Resumo
Do simples
Chuvisco
Abertura
Verdade
Caminho
Do simples
Nada
Mais
Do
Que
segunda-feira, julho 28, 2008
domingo, julho 13, 2008

Diz que é pro meu bem
Por que pareço estar errando feio
...
Diz que é pro meu bem o fim
Diz que é pro meu bem saber, sentir, ser
Diz que é pro bem essa revolução
Pro meu bem essa doença
Esse desencantamento sem origem
Pro meu bem um novo caminho ainda escuro
E a insegurança
Pro meu bem essa pequena delicadeza
Pro meu bem tanto a fazer
Pro meu bem essa dor de herança
Pro meu bem me diz
Amor essa escolha é só minha
Diz que é pro meu bem que nada se define
Diz que é pro meu bem você indo embora
Esse desapego é pro bem
Pro meu bem essa angústia afundando o peito
E a respiração curta
Pro bem essas lágrimas no papel
E o conflito de saber e continuar fazendo
Pro meu bem que se fez esse dia inteirinho de sol
E não vejo nada além de sombras
Pro meu bem que os amigos resistem
E essa lucidez nas madrugadas
Pro meu bem descansar calando a boca
Pro meu bem que um dia de noite você disse:
Vai e fui e foi
Pro meu bem fiquei invisível
Discreta nos cantos
Pro meu bem agora não
Pro meu bem de repente parar tudo
Assim!
E desapontar previsões
Pro meu bem subir e descer
Pro meu bem o insulto e a queda
Pro meu bem não ter o que ter
Pro meu bem esse enfrentamento
Pro meu bem não ter aonde ir
Pro meu bem às vezes engasgar, desbotar
Pro meu bem aceitar e não atacar
Pro meu bem tantas escuras sintonias
Pro meu bem me diz amor só isso
Que o amor é o recheio das coisas
Que doem tanto
Que o bem é resistir à vontade de acumular mágoas
Resistir ao medo
Diz que o bem nunca me abandonou
Diz assim em voz alta
Em alta voz para que eu encoraje o coração
Para que em tua boca
Eu ganhe vida mais uma vez
terça-feira, fevereiro 19, 2008
encontrar extraindo
O que eu te digo equivale
A circulação
Mapa do dentro
Ao destino
Rio Celeste braço-de-mar
A curvatura e a torção
Tamanho invisível
Corpo curso intenso da pessoa
Dimensão inconstante
O que te digo adentra, une e ramifica
Desenrola a imagem no fio da palavra
Ingresso de jornadas
Fonte da existência
Desvenda tudo o que desperta,
Ao impulso eu te digo
Amor
E te lanço anos de claridade
A ligação se faz aqui
De veios silenciosos
Estranhamento e similaridade
Tua expressão avança
No dorso de um animal
No suspiro da Mãe
Na temperança do Pai
Na descoberta do filho
No esperar paciente do ancião
Raios, legiões armados de flores
Mutável segue teu instinto
Por vezes rasga e sobressai o titã
Aquele que não tem nome
A quem se faz preces de apaziguamento
o curumim- bicho- homem atlante
paira diante do solar de linhas eternas
Equilibrismos na linha tecida por tantos
Segredo dos antigos das estrelas
Amante corpo de minha alma
Anima Animus animales
alastra tua passagem
Nas mãos
Dança do sempre
Ao dócil olhar do ferino
Destreza de um saber
A origem
Dois olhos separados choram
Um em cada tempo
Ato de inundar
Sem medidas o louco guia o abismo
E se derrama em terra o que alenta o colo
E arde poros derretendo geleiras
raiar de auroras
Fogo reascendendo minha espécie
Forma a real efígie do querer
Cicatriza meus olhos amor
Para que eu possa ver
O que eu te digo
Um eu
De um tu
Que pode um dia olvidar...
E abafando pode perder prumo,
O que eu te digo é diminuto
A parte incorpórea
Ofereço-te
Coluna do espiritual
Vem
Ao transito lento
Sem distrações
Nem desvios
E se um dia reencontrares essas notas
dispostas num varal
ao vento
Toca de leve nesse tecido
Um leve ruflar de asas
O que eu te digo agora é uma serenata
Ouve:
terça-feira, janeiro 08, 2008
Um grande giro em 13 luas
E o ser já renascido de tanto
De quatro se pôs a andar
Só vivia de terra
Não tinha ares de santo
Adaptou desconjunturas e
Desentortando ossos
Foi parar nas copas
Pata a passo
Queda
Passo a pata
Passo a passo
Independendo da situação
O ir continua
Pata a pata
Passo a passo é mais passo do que pata
Pata ou passo?
Ainda há chance...
Passo
civilizando o animal
Malabarismos para esconder os rastros
Asfaltaram tudo pelo caminho
Para além dessa matéria horizontal
Existem os arcanos
É preciso ser vertizontal
A jornada adquiriu planos
Tocar além dos olhos
Provar diferentes tons
Palavrear de águas um corpo
Tecer histórias de si em mi
Recordar maior sonhando
Tudo não cabe nesse tanto!
Horror de ser passo
Correu para longe
Sem agilidade de pata corria
Corria sem companhia de terra
Sem cabeça de bicho corria
Corria sem proteção de pele corria
Sem grito comum Corria
Corria sem chamado de outros
Corria entre metrópoles
Ponte corria
Casa corria
Família toda corria
A tona Corria Amares
Nome corria validade
Futuro corria Sonho
Deus corria Corpo
Dias corria
Outro corria Abismo
Frágil corria
de gravata e olhos afastados
Na ponta dos pés
Salto fino corria boca morna
Sem cauda ou pelo aparente
Esqueceu do nome do nome do nome
do nome do nome do nome
do no me do no me do nomedo
do nome nomedo
donome donomedo...
Transformava bicho no ilusório
Amor na falta
Corpo na necessidade
Compulsão no real
Separação no certo
Cadê o fruto original?
...
Não te recolhe na velha casa desolada
Estica a mão
assim
Não te demores
entra
um passo
mantém
há outro
Vê o intervalo?
livra o vôo
Agüenta ser asa
Sem patear ser passo