sexta-feira, dezembro 29, 2006
quinta-feira, dezembro 28, 2006
...pequenas doses...
...pequenas doses...
...pequenas doses...
Honrar a persona do outro
O sexo é a semente
quarta-feira, dezembro 27, 2006
...Eu...

Às vezes pode durar muito tempo
Aguarde
Às vezes
Afastando percebo teias no realce do entre mãos
Às vezes poderia de outro modo
Às vezes
Solidão me detona
O campo não tem pegadas
Às vezes
Blue moon toca desesperando
Às vezes acordes maiores são aterrorizantes
Basta descrever mínimos-cotidianos
Redescubro o único
Às vezes
Um bom filme me corrompe
Não juntarei os cacos
Não serei um quase
Às vezes
O suor do medo esquenta o ouvir quer calar enquanto o jantar esfria
Às vezes tateando as nuances do branco
Sombras do daqui em precipitações de nuvens
Às vezes
Apenas cinza
Apenas em repouso
Às vezes já disse tudo o que convinha
Mas guardo os ossos
Às vezes agridoce me confunde
Às vezes
As pontas causam amor
Às vezes
Agregar é só para gregos
O lenhador sai na floresta e só volta o machado
Às vezes
Levo-me de mãos dadas ao cinema
Preciso de uma fileira só para nós
Às vezes somos invisíveis
Odeio cheiro de pipoca com saliva
Sou ágil escapo pelas frestas
Mas estão fechando todas as saídas
Alguns estão morrendo
Morrendo em pleno dia
Às vezes espero a hora certa a hora certa nunca chega e esperando continuo indecisa
Às vezes quero o que não posso
Às vezes
Eu falei assim pra Mãe:
Eu até sinto falta do fuscão-Preto!
Mas ele foi atropelado ontem Filha...
Mas eu o vi andando pelos galhos até o topo daquele eucalipto ali Mãe.
Deve ser por que ele tem sete vidas filha.
Eu também Mãe?
Não.
Só isso?
Sim.
E as explicações superiores?
Não sei...Não nos pertencem.
E um dia nem disse adeus, foi-se.
Às vezes eu tenho certeza de que ela esta com o Fuscão-Preto...
Às vezes esses “Adeus” não são revisitados
Às vezes
Vagalumes apagam a escuridão
Mariposas são ótimas donas-de-casa
Borboletas saem da fala da boca
Cavalgam cigarras ao som de clouds in my tears
Centauro enfrenta congestionamento de kilômetros
Elfos são tão metidos quanto fadas
Magas ainda são de Pedra-sabão
Às vezes mostro meu pardieiro escancarando ao sol
Meus ardilosos vácuos são lunares
Queria ser luzidia
Quero esse nome na próxima eu
Às vezes Elvis me faz chorar
Frank me faz rir
Astor me faz cometer
Billie me faz mergulhar Come or rain or shine
Às vezes apenas às vezes
Vezes vendo
vezes amando
vezes
Revisitando o que é sempre
...pequenas doses...

Estirei a garganta
Fiz o teste do pezinho
Criei calos para impressionar
Juro
Tentei uma profissão
Mudar de cidade
Levantei a crina
Fiz um rabo de cavalo
Não adotei os mandamentos
Fui homem-mulher de uma vez só
Tentei a morte
Vesti as sete cores
Tombei de bêbada
Disse mentiras sempre que pude não dizer nada
Afastei os insetos com uma lambida e servi o jantar:
Tudo bem fresquinho
...pequenas doses...dedicada ao amor do agora e sempre...

E se falhar todas as tuas tentativas
e se por acaso voltando tarde da noite para casa você...
descobrir que não existe lugar nenhum
e que para cada procura feita até agora não foi possível
aceitar as respostas...
E sendo assim
e mesmo assim
a espera sempre superou a descoberta
escuta-me:
"a solidão nos teus olhos
é apenas o reflexo de uma janela fechada"
voa meu amor
e encanta com tua liberdade
quem sempre esteve
o tempo
todo
dentro
o eu
terça-feira, dezembro 26, 2006
...pequenas doses...
...pequenas doses...
segunda-feira, dezembro 25, 2006
...pequenas doses...
...pequenas doses...

sexta-feira, dezembro 22, 2006
...pequenas doses...
quinta-feira, dezembro 21, 2006
...pequenas doses...
...pequenas doses...

...pequenas doses...
sexta-feira, dezembro 15, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
...Em homenagem aos companheiros do ISH...aqueles que tiveram a coragem de repartir o pão!

Corpo heterodoxo
Somos parte daqueles que abrem o espírito para outras influências, a parte imaterial do ser humano por opor corpo nasce pronta, transcende a matéria, pertencemos à ordem excelsa.Abatemos exaustos, angélicos e malignos da mata espessa, a parte incorpórea clarividente do ente em adágio, axioma possante, recebem claridade dentro do poço.
Pequenos feixes bastam.
Abrimos a boca faminta como peixes num aquário.
Perguntei porque a calma...
Mas era doce demais para responder com malícia, entoou uma palavra qualquer em riste e disse afastando-se meras e soltas emboscadas.
O atalho eu perguntei, porque essa distância toda?
Mas era aéreo demais para satisfações melindradas, nos deparamos em qualquer feitio e sentimos gratidão porque não nos subtraímos...disse e continuou...
“Tem coragem sem obrigação nesse caminho”, tinha uma rota eu disse aflita, sempre tem uma rota, a direção, eu fui logo reduzindo as possibilidades, o endereço, não tenho razões de te esperar, mas claro como um estímulo, me desiludiu em visões incompreensíveis. O extremado asceta continua e agora sem modéstia dança num círculo de fogo, tento entender como esse outro que não sou eu se manifesta...que alucinação...Empírico, como um receptáculo feroz com dez braços, mas nenhum me fere,
Porque não me golpear?
Seria mais fácil morrer durante essas batalhas...
Sanguinário de invejosas harmonias, não te quero em olho de furacão, sai daqui, eu te digo que é preciso afastar-se dos desatentos, ou não...
Venha aqueduto, com aspecto de canal, atravessando minha estrutura de órgãos, canalizando ar livre, ou subterrâneo, conduzindo para um e outro, não me importo.
O ganha-pão quase sempre me assusta, entrego as mãos em escultura, é de carne e reside na indigente via bem-educada da estupidez do teu não afago, vez ou outra tomba ou é tombada quer de desígnio ou corrupio.
Mãos de veredas incansáveis, de saga e vozes em singular uníssono, eu resumo eu te digo:
Entoa-me...
Eu sou inquilina localizada entre o dedo que aponta e outro que se curva.
Quantas mãos já tocastes?

O que pensa
O que age
Tem um terceiro que teima em distorcer o que o primeiro diz e um quarto que não se conforma em se sentir tão isolado dos outros e ainda tem um quinto que quer largar tudo e morar no Paquistão... se o sexto viesse à tona certamente faria a estrutura morrer rapidamente e sem falar no sétimo que quer tudo o que um corpo pode suportar em ter, claro que o oitavo é um ser superior e o nono eu ainda não conheço...
domingo, dezembro 10, 2006
sábado, dezembro 09, 2006
...pequenas doses...

Título:
Se hoje tivesse sido um dia de sol...
ou
Porque precisa ser assim?
Vou doer quando bem entender
Não me importar com o rumo das coisas...
Não se preocupe comigo
Mando notícias
Telegrafo
Telefono
Passo um fax
Um sinal de fumaça
Que se danem todas as normas e leis a cerca de uma paixão...