terça-feira, janeiro 30, 2007
segunda-feira, janeiro 29, 2007
...Overdoses...
Porque precisamos de roupas,
...Com meus “Eus” salvos,
domingo, janeiro 28, 2007
...pequenas doses...
Dentro da casa parece um lugar seguro
para passar o resto dos meus dias...
e passar o resto na segurança
me trará
amor?
sábado, janeiro 27, 2007
...pequenas doses...
...pequenas doses...

...pequenas doses...
sexta-feira, janeiro 26, 2007
quinta-feira, janeiro 25, 2007
...Overdoses...

quarta-feira, janeiro 24, 2007
...Overdoses...
Grande
E porque não?
Como vasos cheios detalhes
De uma geração para outra,
Uma genealogia
O tronco aparece nodoso e trançado,
Até os que estavam em viagem,
Sagrar.
Dignidade e um sentimento de bonança.
O tronco inclinava,
É uma paisagem, essa...
Surgiram os primeiros
As famílias,
E o fogo por atrito?
Só o de dentro...
Deu-se o início dos metais
Corremos nos amontoando
Aparecimento das cidades,
Evolução
Períodos
Abstração e racionalização
E a vida coletiva?
Sou eu... o quê?
Raíz exposta
Desembarquem na porta da esquerda,
Individuais em mesmo teto
Abandonamos o chão
...Overdoses...

Sigo...
Vamos aos poucos
a verdade requer um tanto de prática
aos poucos muitos são integrados
a natureza desse ser só precisa doar-se
para que outros vibrem
Saber é um passo largo e eu assim tão diminuta
Vejo o tamanho do que caracterizo realidade
e ver também me causa espanto
Porque não é um sentido usual
Como explicar?
alguns se atrevem
eleboram metodicamente tratados
para comprovar um ponto de vista
explicar, ao meu ver, é uma prática de morte
nada nem ninguém resiste ao viciado
desfecho que a história acentua com um ponto final
Eu pergunto...
é o que eu posso fazer ...
Tudo singra porque insisto que
talvez a busca esteja um pouco mais lá...
confortável é não estar aqui
resmungo e continuo intratável
Sou uma ignorante de mim mesma...
as vezes não sou de sorrisos
e o que se apresenta fora do padrão
fora de esquemas
normas, regras,ordem, direção e origem,
vive a margem
Não gosto de pensar que tudo tem dois lados
porque me sinto uma moeda
Tudo tem tudo
em tudo
para tudo o que pode haver de ser esse tal
tudo...
quinta-feira, janeiro 18, 2007
...Overdoses...

A luz ultrapassou o que era intransponível...
Não foi através de mim que se deu tal feito,
por mim eu ainda tatearia
uma melhor oportunidade,
continuaria a fazer de conta,
levaria até o extremo do insuportável,
enfim...
é isso que esse eu faria
como de costume ,além de mim,
todo o resto sofrer,
apenas pelo viciado gosto adquirido...
reações de um escravo
que não sabe o que fazer
com a alforria...
Defendo-me tecendo incansavelmente
um nó atrás de outro,
nó que sobrepõe um nó antigo
e que se alia ao nó novinho em folha
que por sua vez se integra
facilmente a outro nó qualquer
e aponta novas formas para
se firmar essa corrente
e que vendo assim de longe
parece que o tecido-eu
não tem imperfeiçoes...
espero,
desperto regressando,
parece que esqueci alguma
coisa que parecia...
era importante...
...sim...
O prumo da vida desalinha-se
Não é o plano que está errado
as inclinaçoes ocorrem sem
o meu controle
Eu não recuso
Aprendo
experimentando
viver-me
sexta-feira, janeiro 12, 2007
...pequenas doses...
terça-feira, janeiro 09, 2007
...Overdoses...

O que acontece?
Começaremos essa história de maneira
nada comprometedora,
sem identificações, sem fatos verídicos,
sem nomes para possíveis investigações...
Tudo será dito dentro do possível
nessa noite fria
Assim...
entre uma bebida e outra
entre os dedos que esmagam um
cigarro já apagado e cansado
eu contarei a fábula de
uma maneira bastante
prosaica,
Falarei abertamente
Agora...
Nem pense em ordenar metodicamente
esse pensamento
ele foi criado para não ter fins específicos
nem explicaçoes emocionais
tampouco racionais saídas
imagine o estado
um pensamento que vaga sozinho
e não deseja buscar respostas.
Ponto.
dois seres
a lenda começa assim:
Existiu
um homem
existe
uma mulher
existiu
um tempo
uma realidade
existiu dentro da vida um espaço
para que esse encontro acontecesse
claro
ambos se desconcertaram
Como a vida a essa altura...
Nossa que faremos se...
Temos que tomar...
Nossa consciência nos diz que...
Escrevo e as vezes você...
espera, toma pelo menos um...
você pode voltar a hora...
e quando nos encont...
Da próxima vez que nos vermos...
decididamente assim é ...
Vou sentir tanto...
mas se você tiver que...
nem pense duas vezes...
porque...
você é livre...
escute seu coraçao ele é...
eu quero...
ser livre implica ...
e a liberdade se faz sempre para os outros...
agora eu necessito...
e eu tenho afazeres...
para poder...
sabe?
Existia, existiu e existe
um desejo
Que ultrapassa o panorama ordinário
dos quereres costumeiros
esses que encontramos assim que
temos necessidades de sermos amados.
E ele arquitetava fórmulas para nao sentir dor
pensava em como fazer para...
Ela...
pensava e pensava
era o que podia fazer longe dele
tomar uma decisão
Mas o que se entende afinal?
necessário seria viver apenas
sem mais
apenas isso assim
do tamanho que é.
mas...
e seria ali mesmo
Sentada em um bar
clandestina numa cidade estrangeira
ao que tudo indica ouvia de fundo
um bolero antigo que repetia
"maldito corazon"
que inspirava um cigarro que já
se apagava com as altas horas
e bebia secamente um vinho
de qualidade duvidosa
e tentava debilmente se livrar de um
cachorro que insistia em lhe dar
o amor que tanto buscava
longe
longe dali
que já com os olhos vermelhos
de tanto sentir
se confundir
dentro do peito
que pegaria um guardanapo,
que jamais enviaria para ele,
e escreveria assim:
Quem consegue guardar
um coração em segredo?
Faz de conta que era uma vez mais
e só bastaria uma vez
para desvendar
eu do tu
e continua...
segunda-feira, janeiro 08, 2007
...Overdoses...
sexta-feira, janeiro 05, 2007
...pequenas doses...
quinta-feira, janeiro 04, 2007
...pequenas doses...

vulto pelo chão da sala,
no meu corpo dormente sem respiro,
procurei teu gosto em outros,
em épocas de mornidão.
Éramos luminosos de nós...
Não?
Não sei mais daquele jeito,
eu já não sei mais daquele jeito,
desaprendi a violência das sensações
a truculência da própria realidade,
reorganizei o corpo empanturrado de imagens,
o coração esfolado contra o fundo colorido,
entro nas coisas,
choro escuro e inaudível,
choro de mim por nós,
entro novamente nas coisas,
desejo, corpo, lembrança,
família, venezianas,
escolhas,
e em tudo nada me detém,
em tudo nada me agiganta.
apertada e espremida pelo espaço,
não entendo as dimensões do vazio,
ainda não entendo de rupturas,
de fragmentos, de desgastes, um deixar de ser,
ainda não entendo o quanto é real...
um leve querer, de delicados espasmos,
de pés nos meus, e braços, pernas, a boca, olhares,
de leve o suspiro lento descompassado,
eu te olhava fixo e fundo,
espaço em branco,
falta, Ausência. Não permitimos passagem...
Isolei as entranhas com palavras e desfiz o vir a ser...
Não toleramos o acaso,
ainda vivemos precisamente,
ainda vivemos quase...
E nos dissipamos a dois.
Cúmplices na solidão.
Procuro abrigo em sigilo,
em dias de morno viver,
procuro o tamanho da voz dentro do peito,
o caminhar displicente,
o desvio do desejar,
o toque desatento,
meios-corpos,
a fusão dos corpos,
delírio de quem estranha,
um carrossel acariciando o próprio corpo...
nada adiante
ainda me encontro